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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O QUE TODO HARE KRISHNA DEVERIA SABER SOBRE O CRISTIANISMO

Por que conhecer sobre outras religiões?

Para alguns, conhecer sobre outras religiões pode parecer perda de tempo, ou infidelidade para com nossa própria religião, ou mesmo insegurança em relação à nossa crença.

Porém devemos lembrar que o conhecimento leva ao entendimento, e o entendimento à tolerância, a aceitação e à apreciação. Frequentemente, o outro, pelo contraste de suas diferenças, produz uma reação de desconforto que necessita ser trabalhada e superada. Através do amor, do respeito, do estudo e da reflexão podemos construir novas pontes conceituais que substituam antigos estereótipos e preconceitos.

Estudar sobre outras religiões, além de nos conceder maior tolerância e adaptabilidade na convivência com outras crenças pode, também, fortalecer nossa fé em nossa própria religião, por podermos perceber qual o nível de explicações que a nossa e as outras religiões podem oferecer sobre as grandes questões da vida e compará-las. Desse modo, poderemos entender melhor o que está escrito no Bhagavad-Gita 9:2, quando Krsna diz: “Este conhecimento é o rei da educação, o mais secreto de todos os segredos. É o conhecimento mais puro, e por conceder a percepção direta do eu, é a perfeição da religião, Ele é eterno e é agradável praticá-lo.”.

Apesar de existirem muitas religiões diferentes, que discordam radicalmente em seus pontos de vista, não existe base escritural dentro do "Gaudiya Vaishnavismo (filosofia indiana védica)" para se odiar ou repudiar outras pessoas só porque professam outra crença.

A Suprema Personalidade de Deus, Krsna, disse no Bhagavad-Gita 4:11: “A todos Eu recompenso proporcionalmente ao grau de sua rendição a Mim. Ó filho de Prtha, em qualquer circunstância, todos seguem o Meu caminho.”. Aqui, Krsna demonstra que Ele se manifesta para cada pessoa de acordo com seu grau de entendimento a Seu respeito e também explica que, de qualquer forma, todos seguem o Seu caminho. Em outra passagem, Krsna também disse:”...Logo que alguém deseja adorar algum semideus, Eu fortifico sua fé para que ele possa se devotar a essa deidade específica. Munido dessa fé, ele se empenha em adorar um semideus específico e realiza seus desejos. Mas na verdade, esses benefícios são concedidos apenas por Mim.” (B.G. 7:21-22); “Aqueles que são devotos de outros deuses e que os adoram com fé na verdade, adoram apenas a Mim, ó filho de Kunti, mas não me prestam a adoração correta.” (B.G. 9:23).”. Como podemos ver, Krsna afirma que mesmo quem tem fé em outros deuses, semideuses ou crenças, na verdade está se relacionando com Ele, mesmo sem saber, mesmo da maneira errada. Porém Krsna garante: “Aqueles que estão constantemente devotados a Me servir com amor, Eu dou a compreensão pela qual eles podem vir a Mim.”(B.G 10:10).

Há dois tipos de religião, sanatana-dharma e mileccha-dharma. Dharma quer dizer “religião” e sanatana significa o conhecimento eterno, permanente, que pode ser aplicado a qualquer momento ou em qualquer lugar. Quando uma religião possui um nível em que não se pode entender os princípios superiores da espiritualidade e da filosofia, chama-se mileccha-dharma. A tal religião, Krsna concede uma escritura ou revelação com um conceito limitado e parcial, aplicável somente em um certo local, tempo e circunstância.

A diferença entre os ensinamentos das santas escrituras Védicas e outras escrituras sagradas é que as outras escrituras foram apresentadas em sociedades mais ou menos primitivas, onde existia um conhecimento não muito elaborado sobre espiritualidade, filosofia, princípios sociais e de moralidade. Na cultura Védica o conhecimento foi apresentado, sem nenhuma restrição, a uma sociedade muito elevada, a qual foram apresentados os princípios eternos da espiritualidade. Temos como um exemplo o Srimad Bhagavatam, no qual Srila Suta Gosvami expõe o conhecimento transcendental para grandes sábios eruditos na floresta de Naimisharanya. Enquanto que, por exemplo, no Novo Testamento, Jesus ensinava a seus discípulos, que eram pescadores analfabetos ou semi-analfabetos, e pregava para um povo extremamente simples e humilde, sempre usando parábolas, pois como está escrito ”E, acercando-se dele (de Jesus) os discípulos, disseram-lhe: Por que lhes falas por parábolas? Ele, respondendo, disse-lhes: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado.” (Mateus 13:11). Com estas palavras, Jesus comprova que o que ele ensinava era apenas parcial. As pessoas para quem Jesus pregava eram tão desprovidas de conhecimento e elevação, que acabaram por matá-lo.

Agora passaremos a tratar sobre alguns dos mais relevantes pontos de diferentes religiões do cristianismo, o maior grupo religioso do planeta, mostrando principalmente porque são consideradas “mileccha-dharma”. Apesar de todas terem alguns aspectos em comum com o pensamento Gaudiya Vaishnava, nos prenderemos somente em entender as limitações de tais religiões e também trataremos de rebater suas criticas ao Gaudiya Vaishnavismo. Não poderemos comparar nossas escrituras diretamente com a deles(por serem estruturadas em contextos teológicos diferentes), mas poderemos encontrar dentro das próprias escrituras e crenças deles elementos que demonstrem contradições, inconsistências lógicas, filosóficas e etc.

CRISTIANISMO

Conforme está descrito nos Evangelhos Cristãos, por seus atos e pregação, podemos perceber que o Senhor Jesus Cristo foi um Vaishnava puro e perfeito, um Shaktyavesa Avatara(mensageiro direto de Deus dotado de poderes para pregar). Apesar disso, não podemos comparar o processo de devoção primária a Deus, em Dasya Rasa, onde Deus é encarado como o Pai, ou Rei, ou Todo Poderoso, ensinado por Jesus, ao processo altamente elaborado de Madhurya Bhava, em amor conjugal, apresentado por Sri Chaitanya Mahaprabhu. Relacionar-se com Deus em amor conjugal(Madhurya Rasa) é superior a relacionar-se com Ele reverencialmente, como Rei Todo Poderoso(Dasya Rasa), ou considerar Deus como Filho(Vatsalya Rasa) ou considerá-Lo como Amigo íntimo(Sakhya Rasa). Este processo de amor íntimo a Deus é exclusivo do Vaishnavismo, sendo que a forma de amor conjugal como amante(Parakya Rasa) é exclusiva do Gaudiya Vaishnavismo.

Ainda que se possa alegar que exista entre as freiras católicas o espírito de se considerarem esposas de Jesus, na prática, elas não apresentam este tipo de devoção em amor conjugal a Deus, mas demonstram reverência ao “Deus Todo Poderoso”. Também se poderia alegar que o livro bíblico “Cântico dos Cânticos”, onde se relata o amor, a sensualidade e o erotismo de um jovem casal de namorados, aparentemente não casados, interpretado, do ponto de vista Judaico, como o amor de Deus por seu povo de Israel, ou interpretado, pelos Cristãos como símbolo do amor de Cristo por sua Igreja, vista como sua "noiva" seja uma prova da existência de Madhurya Rasa fora do Gaudiya Vaishnavismo. Contudo, essas interpretações parecem ser forçosas, o que foi motivo de muitos debates sobre a canonicidade do mesmo, ou seja, sobre sua inclusão ou não no cânon, ou conjunto oficial da Bíblia. Porém, mesmo que aceitemos essas interpretações, elas não descreveriam o nível de devoção a Deus em Madhurya Rasa, pois o amor de Deus com seu povo ou com sua igreja é totalmente diferente do amor demonstrado pelo devoto em amor conjugal com Deus. Mesmo que fizéssemos uma analogia entre os passatempos sensuais do casal, descritos nesse livro, com as doçuras transcendentais saboreadas em Madhurya Rasa, na relação do devoto com Deus, ainda assim não seria satisfatório, pois, na prática religiosa do Judaísmo e do Cristianismo não se ensina como desenvolver essa Rasa transcendental.

Alguns citam a Santa Tereza D’Avila como um exemplo de Madhurya Rasa fora do vaishnavismo, porém pairam fortes dúvidas sobre essa posição.

O caso é que muitas de suas demonstrações de êxtase, na suposta Madhurya Rasa, estranhamente não se passam com Deus, conforme ela mesma afirma quando descreve sua transverberação, como podemos ver nesse trecho extraído de seu “Libro de la Vida”:

“(...) via um anjo perto de mim no lado esquerdo, em forma corporal, o que não costumo ver, a não ser excepcionalmente. Ainda que muitas vezes são me representados anjos, é sem vê-los, somente como a visão passada que disse primeiro. Essa visão quis o Senhor que eu visse assim. Não era grande e sim pequeno, muito bonito, o rosto tão iluminado que se assemelhava ao dos anjos muito elevados, todos iluminados(devem ser os que chamam querubins, que os nomes eles não me dizem; mas percebo que no céu há muita diferença entre os anjos, como categorias que não saberia dizer). Via nas mãos dele um dardo comprido de ouro, e em cuja ponta um pouco de fogo. Esse dardo parecia o anjo meter-me no coração algumas vezes e me chegava às entranhas; ao retirá-lo sentia que as levava consigo, e me deixava toda incendiada pelo grande amor de Deus. Era tão grande a dor que me fazia dar aqueles gemidos, e tão excessiva suavidade que me põe tamanha dor, que não se deseja que se retire nem contenta a alma com menos que Deus. Não é dor corporal, e sim espiritual, ainda que não deixa de participar, e muito, o corpo. É uma carícia tão suave que passa entre a alma e Deus (...).”

Acredito que esse fato comprometa a possibilidade de ser uma Madhurya Rasa autêntica.

E, também, muito do que ela ensinou sobre o que pode ser interpretado como suposto amor conjugal com Deus, foi exposto em seu livro “Conceitos do Amor de Deus”, onde ela apenas explica às suas discípulas, no convento, sobre o espírito de veneração em que deve ser lido o livro “Cântico dos Cânticos”, pois as mulheres do convento tinham grande dificuldade em compreendê-lo como algo realmente espiritual, por seu conteúdo altamente sensual e erótico para os padrões da época.

Mas mesmo que aceitemos que ela possa ter desfrutado de madhurya rasa, ainda assim não poderíamos declarar que no cristianismo exista a rasa do amor conjugal. O máximo que poderia ser dito seria que Tereza D’Ávila a desfrutou. Essa rasa é estranha ao cristianismo, e Tereza D’Ávila sofreu muito por isso. Vários confessores da época, que estudaram seus êxtases, declararam que se tratava de coisa do demônio.

O fato é que não podemos equiparar a realização dos santos místicos cristãos com a realização dos santos místicos Gaudiya Vaishnavas que são todos Manjaris, Gopas e Sakhas de Krishna.

Sri Chaitanya Mahaprabhu participava, juntamente com seus associados íntimos, dos passatempos amorosos de Krishna, conforme podemos verificar no Chaitanya Charitamrta, enquanto Jesus Cristo falava do “Reino do Pai” com grande reverência.

Além dessa diferença fundamental, tomando-se por base os pontos em comum que as várias igrejas, tradições, escolas e seitas cristãs possuem, o pensamento cristão também se diferencia do ponto de vista gaudiya vaishnava principalmente nos tópicos abaixo descritos:

- Crença em um “inimigo” de Deus(exceto os Kardecistas).

- Não crêem na reencarnação(exceto os Kardecistas).

- Rotulam os vaishnavas de idólatras.

- Crença em “um plano de Deus” que o homem destruiu(exceto os Kardecistas).

- Não são vegetarianos(excetuando-se algumas escolas espíritas e os Adventistas do Sétimo Dia).

- Não acreditam no karma e na reencarnação(exceto os Kardecistas).

Crença no “Inimigo de Deus”:

De acordo com o pensamento cristão geral, o inimigo de Deus é uma criatura espiritual que é o principal adversário de Deus e dos seus servos. Também é conhecido por Satanás, diabo, capeta, etc. É descrito pelos cristãos como tendo sido um anjo de luz que se rebelou contra Deus. Também teria sido a serpente original, que, no jardim do Éden, teria enganado Eva.

Porém, a bíblia realmente corrobora que Satanás é inimigo de Deus?

Leia as passagens abaixo, encontradas no livro de Jó:

Jó 1:6: “E vindo um dia, em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também Satanás entre eles apresentar-se perante o Senhor.”.

Jó 1:7: “Então o Senhor disse a Satanás: Donde vens? E respondeu Satanás ao Senhor e disse: De rodear a terra, e passear por ela.”.

Jó 1:8: “E disse o Senhor a Satanás: Observaste tu a meu servo Jó? ...”.

Jó 1:12: “E disse o Senhor a Satanás: Eis que tudo quanto tem está em tua mão; somente contra ele não estenderás tua mão. E Satanás saiu da presença do Senhor.”.

Jó 2:1: “E, vindo outro dia, em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também Satanás entre eles apresentar-se perante o Senhor.”

Jó 2:2: “Então o Senhor disse a Satanás: Donde vens? E respondeu Satanás ao Senhor e disse: De rodear a terra e passear por ela.”

Jó 2:3: “E disse o Senhor a Satanás: Observaste o meu servo Jó?...”.

Jó 2:6: “E disse o Senhor a Satanás: Eis que ele está na tua mão: poupa porém, a sua vida.”.

Ora, se Deus tem por Satanás como seu maior inimigo, por que o mesmo estaria visitando o céu espiritual, apresentando-se a Deus, dando satisfações de seus afazeres e tomando d’Ele tarefas e missões? Por que confiaria Deus missões e tarefas ao seu maior inimigo? Por que Satanás, o maior inimigo de Deus obedeceu prontamente aos mandos de Deus? Por que Satanás foi aos céus entre os filhos de Deus para se apresentar perante Deus?

Essas atitudes de Satanás não caracterizam de modo algum uma inimizade. Demonstram sim, atitude de subserviência, subordinação e cooperação.

Para entendermos melhor essa aparente contradição de por que Satanás estava servindo a Deus, teremos que olhar para a origem do cristianismo, período esse conhecido como “cristianismo primitivo”.

Os primeiros cristãos, e o próprio Jesus eram, na verdade, judeus levemente modificados.

Jesus afirmou: “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir.” (Mateus 5:17). O cristianismo quando surgiu, era visto pelos fariseus e escribas como sendo uma “seita judaica”, pois diferenciava-se do judaísmo em pouquíssimos pontos.

Jesus costumava ir pregar nas sinagogas(Templo dos Judeus) onde era aceito como rabino(“Entraram em Cafarnaum, e, logo no sábado, indo ele à sinagoga, ali ensinava”. - Marcos 1:21). Os judeus não crêem na existência de um inimigo de Deus. Na doutrina judaica se ensina que Satanás é um inimigo dos homens, mas não de Deus. Nesse ponto, Satanás recebe um conceito parecido com o de Maya, para os hindus (nós, Hare Krishnas, somos hindus). Para os judeus, Satanás é um anjo que foi criado com a função de acusar, iludir e prejudicar os homens, porém ele é antes de tudo, um servo de Deus, assim como os outros anjos. A palavra Satanás significa “acusador” em hebraico. É por isso que Satanás vai aos céus se apresentar diante de Deus para dar explicações de suas atividades e receber ordens, pois ele é também um anjo como os outros. Devemos ter em mente que o livro de Jó faz parte do antigo testamento, que para os judeus é conhecido como Tora(mais exatamente Kethuvim), um dos livros sagrados da religião judaica.

A crença no “inimigo de Deus” surge no cristianismo após uma grande influencia da cultura grega e romana, o que não aconteceu com o judaísmo que nunca aceitou tal ponto de vista. As escrituras cristãs que mais sugerem esta crença num inimigo de Deus, se encontram no novo testamento, que possui grande influência greco-romana.

A bíblia, no seu todo, não explica a origem dos demônios. Em nenhum lugar na bíblia se pode encontrar uma passagem onde se relata a história do anjo que se rebela contra Deus. O máximo que podemos encontrar está em Apocalipse 12:4: “E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra...” e em Apocalipse 12:9: “E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele.”. Nessa parte do livro Apocalipse não se menciona a origem de Satanás. Nada é dito afirmando que ele era um anjo de luz que se rebelou contra Deus. Simplesmente se começa a narrar do ponto onde ele já existe: “E viu-se outro sinal no céu, e eis que era um grande dragão vermelho, que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas.” (Apocalipse 12:3).

É bom lembrar que o livro Apocalipse, do apóstolo João, faz parte do novo testamento e foi originalmente escrito em grego, o que, por si só, sugere uma forte influência da cultura grega, cultura essa onde se descrevia as infindáveis lutas dos deuses contra as bestas, nos famosos contos mitológicos.

Quando indagamos aos cristãos sobre a origem do mal, eles costumam dizer que todas as obras de Deus são perfeitas e que Ele não é o autor da injustiça, de modo que Ele não criou ninguém mau, mas que aquele que se tornou Satanás era originalmente um filho espiritual perfeito de Deus e transformou-se por seu próprio livre-arbítrio.

Apesar dessa crença cristã generalizada de que Deus não criou o mal, na própria bíblia se encontra a seguinte afirmação dita por Ele mesmo: “Eu formo a luz e crio as trevas, eu faço a paz, e crio o mal; eu, o Senhor, faço todas estas coisas.”(Isaías 45:7).

Levando-se em consideração tudo o que foi descrito acima, podemos perceber que mesmo nos baseando nas próprias escrituras cristãs, a crença no “inimigo de Deus” não tem fundamento verdadeiro, tratando-se de um erro.

Mas pensemos um pouco:

De acordo com a teologia cristã geral, Deus possui atributos singulares como onipotência(todo poderoso), onisciência(sabe de tudo no presente, passado e futuro), onipresença(está presente em todos os lugares), é absolutamente justo e bondoso, não comete erros, entre outros. Baseando-se nessas premissas, a crença na origem do “inimigo” se torna mais complicada ainda. Se acreditarmos que Deus seja onisciente, logicamente Ele saberia que um dos anjos que ele iria criar se transformaria em seu inimigo, tendo podido, dessa forma, não criá-lo. Porém como Ele o criou fica a seguinte questão: ou Ele criou Satanás intencionalmente, tendo como conseqüência que Ele não poderia puni-lo pelos males que ele poderia causar, pois seria injusto(e Deus é absolutamente justo e bondoso); ou Ele não esperava esse comportamento de Satanás, o que implica que Ele não é onisciente e que, portanto possa não ser realmente Deus. Se a segunda hipótese for correta, ela também implicaria no fato dos cristãos estarem fazendo uma adoração a um falso deus o que seria heresia, paganismo.

Não crêem na reencarnação:

Os cristãos, excetuando-se os espíritas, não crêem na reencarnação, por acreditarem que tal crença seja uma contradição aos ensinamentos bíblicos.

Porém vejamos algumas evidências bíblicas que corroboram o reencarnacionismo:

Mateus 11:7: “E partindo eles, começou Jesus a dizer às turbas, a respeito de João: Que fostes ver no deserto?”

Mateus 11:9: “Mas então que fostes ver? Um profeta? Sim, vos digo eu, e muito mais do que profeta;”.

Mateus 11:12-14: “E, desde os dias de João Batista até agora, se faz violência ao reino dos céus, e pela força se apoderam dele.” “porque todos os profetas e a lei profetizaram até João.” “E, se quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir.”

Mateus 17:10-13: ”E os seus discípulos o interrogaram, dizendo: Por que dizem então os escribas que é mister que Elias venha primeiro? E Jesus, respondendo, disse-lhes: Em verdade Elias virá primeiro, e restaurará todas as coisas; Mas digo-vos que Elias já veio, e não o reconheceram, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim farão eles também padecer o filho do homem. Então entenderam os discípulos que lhes falara de João Batista.”

Nesta passagem, está bastante claro que Jesus afirma que Elias reencarnou na pessoa de João Batista. Porém os cristãos querem forçar uma outra interpretação, onde afirmam que João Batista tinha as mesmas qualidades de Elias, o mesmo ministério profético, pois estava imbuído do “espírito e poder de Elias”(“E irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto.”- Lucas 1:17). Porém pode-se muito bem entender que nascer imbuído do espírito de Elias pode significar o “reencarnar” do espírito de Elias. Muitas vezes também alegam que o próprio João Batista negou tal afirmação: “E perguntaram-lhe: Então quê? És tu Elias? E disse: Não sou. És tu profeta? E respondeu: Não.” (João 1:21).

Mas devemos ter em mente que João Batista não tinha a sabedoria nem a visão espiritual de Jesus. Como podemos ver escrito acima, as opiniões de Jesus e de João Batista são conflitantes: Jesus -“E, se quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir.”; João Batista -“...És tu Elias? E disse: Não sou...”; Jesus -“Mas então que fostes ver? Um profeta? Sim, vos digo eu, e muito mais do que profeta.”; João Batista -“És tu profeta? E respondeu: Não.”.

Com certeza, a opinião de Jesus é muito mais confiável, pois João não era tão elevado quanto Jesus. O próprio Jesus afirma isso indiretamente: “...mas aquele que é menor no reino dos céus é maior que ele(João Batista).”(Mateus 11:11). A maior prova de que João Batista não tinha pleno conhecimento das coisas está na passagem onde João Batista pediu a dois de seus discípulos que fossem ao encontro de Jesus para ter certeza que ele era o enviado de Deus, pois ele ainda tinha dúvidas: “E João, ouvindo no cárcere falar dos feitos de Cristo, enviou dois de seus discípulos, a dizer-lhe: És tu aquele que havia de vir, ou esperamos outro?” (Mateus 11:2-3).

Também existe uma outra passagem, onde está implícita a idéia do reencarnacionismo:

João 9:1-3: “E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos lhe perguntaram dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus.”.

Aqui dá a entender que quem fica cego é por pecados cometidos. Mas se a pessoa nasce cega, significa que ela pecou antes de nascer, ou seja, em outra vida, pois como poderia alguém pecar antes de nascer e ter como conseqüência a cegueira?

Novamente, afirmo que por influências da cultura grega, que não acreditava na reencarnação, os cristãos atuais não podem aceitar a reencarnação. Os cristãos primitivos, assim como os judeus, acreditavam na reencarnação, por isso os discípulos de Jesus trataram esse assunto de maneira tão natural e Jesus não os corrigiu nem os repreendeu por isso.

Rotulam os vaishnavas de idólatras:

É quase unânime a idéia, entre os cristãos, que os vaishnavas são idólatras, por acreditarem que Deus possa se manifestar em matéria inanimada. Para eles, nossas deidades nada mais são do que ídolos. É muito comum ouvir um cristão dizer que tal crença é uma abominação e que conflita com os ensinamentos bíblicos, pois está escrito:

Êxodo 20:4-5: “Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra nem nas águas debaixo da terra. Não te curvaras a elas nem as servirás; porque Eu, o Senhor teu Deus, zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos até a terceira geração daqueles que me aborrecem.”.

E também existe a passagem do bezerro de ouro:

Êxodo 32:7-8: “Então disse o Senhor a Moisés: Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste subir do Egito, se tem corrompido. E depressa se tem desviado do caminho que Eu lhes tinha ordenado; fizeram para si um bezerro de fundição, e perante ele se inclinaram, e sacrificaram-lhe, e disseram: Estes são os teus deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egito.”

Assim, a maioria dos cristãos possui verdadeira aversão às deidades vaishnavas.

Mas será que a bíblia realmente corrobora este ponto de vista?

Leiamos as seguintes passagens bíblicas:

Números 21:8-9: “E disse o Senhor a Moisés: Faze uma serpente ardente, e põe-na sobre uma haste; e será que viverá todo o mordido que olhar para ela. E Moisés fez uma serpente de metal, e pô-la sobre uma haste; e era que, mordendo alguma serpente a alguém, olhava para a serpente de metal, e ficava vivo.”.

Êxodo 25:18: “Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas extremidades do propiciatório.”.

Êxodo 25:22: “E ali virei a ti, e falarei contigo de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins, tudo o que eu te ordenar para os filhos de Israel.”.

I Reis 6:23-28: “E no oráculo fez dois querubins de madeira de oliveira, cada um da altura de dez côvados. E uma asa dum querubim era cinco côvados, e a outra asa do querubim de outros cinco côvados... ...E pôs a estes querubins no meio da casa de dentro; e os querubins estendiam as asas de maneira que a asa dum tocava na parede, e a asa do outro querubim tocava na outra parede, e as suas asas no meio da casa tocavam uma na outra. E cobriu de ouro os querubins”.

Como podemos ver, é muito curioso que Deus aparentemente se contradiz, pois em Êxodo 20:4-5 Ele afirma que não se deve fazer imagens de nenhum tipo, porém, algumas linhas mais adiante em Êxodo 25:18 Ele pede para que Moisés faça dois querubins de ouro.

Para se entender essa aparente contradição, devemos reparar no seguinte ponto: em Êxodo 20:4-5 o Senhor diz que “não farás para ti imagem”, ou seja, não devemos fazer imagens baseadas em nosso próprio gosto e capricho, por nossa própria conta, mas só devemos fazer imagens quando o próprio Deus assim mandar previamente, quando for por sua vontade somente, como ocorre em Êxodo 25:18.

Nós, vaishnavas fazemos Deidades e às adoramos porque assim Deus nos autorizou. No Srimad-Bhagavatam(décimo primeiro canto, parte dois, capítulo 27), o próprio Senhor Krsna dá instruções sobre o processo de adoração à Deidade.

É interessante também notar que Deus explica a Moisés que Ele se manifestaria através dos querubins de ouro. Pois como está escrito em Êxodo 25:22: “E ali virei a ti, e falarei contigo de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins, tudo o que eu te ordenar para os filhos de Israel.”, de forma que fica claro que Deus aceita a matéria inanimada para se manifestar, o que é conhecido entre os vaishnavas como “arca-vigraha”. Quanto à passagem do bezerro de ouro, também fica óbvio que as pessoas que o fundiram e modelaram, fizeram por conta própria, sem ter a autorização de Deus, conforme está escrito em Êxodo 32:7-8: “...fizeram para si um bezerro de fundição, e perante ele se inclinaram, e sacrificaram-lhe...”.

Tecnicamente, idolatria não seria fazer imagens, tão somente, mas seria fazer imagens sem a autorização de Deus. Sendo assim, podemos afirmar que os vaishnavas não são idólatras.

Crença em “um plano de Deus” que o homem destruiu:

Os cristãos costumam afirmar que Deus tinha um plano para o homem no paraíso, mas ele se desviou deste, por conta de seu livre arbítrio. Porém, se Deus é todo poderoso e onisciente, como poderia Ele falhar nos seus projetos? Como poderia Ele desconhecer as intenções e o futuro de Adão e Eva, precisando até mesmo testá-los? É claro que essa crença está desprovida de bom senso, pois ela coloca Deus na qualidade de um aventureiro inconseqüente e injusto, o que é inaceitável.

Não são vegetarianos:

Apesar dos cristãos sempre questionarem a dieta lacto-vegetariana dos vaishnavas, citando algumas partes da bíblia como em Marcos 7:15: “Nada há fora do homem, que entrando nele, o possa contaminar, mas o que sai dele isso é que contamina o homem.”, devemos sempre nos lembrar de alguns detalhes importantes, que na maioria das vezes foge ao entendimento superficial.

Primeiramente devemos entender que do ponto de vista vaishnava, a alimentação vegetariana, por si somente, não fornece espiritualidade nem transcendência. A dieta vegetariana apenas nos qualifica para as práticas espirituais. Prabhupada nos explica que um gorila é vegetariano desde o nascimento, mesmo assim ele não tem a espiritualidade desenvolvida.

Para os judeus, o homem perfeito, Adão, era um vegetariano. Em Gênesis 1:29 está escrito: “E disse Deus (a Adão): Eis que vos tenho dado toda erva que dá semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto de árvore que dá semente, ser-vos-á para mantimento.”. Isso porque, no Jardim do Éden, não se podia trabalhar, sendo assim, matar violentamente um animal, cortar-lhe a carne e cozinhá-la não combinava com uma vida paradisíaca, mas sim com uma vida de misérias, o que ele passou a ter após ter recebido como castigo a saída do Éden. Os judeus já sabiam que matar um ser vivente para comer é considerado pecado, pois no decálogo(Êxodo 20:13) está escrito “Não matarás.”. Por isso existe, no judaísmo, leis para desagravo, para quando se necessita matar algum ser vivente ou fazer guerra ou escravos, pois Deus, por ser bondoso, não poderia aceitar essas situações. Essas leis são chamadas de “kosher” e são destinadas a tornar a guerra, escravatura e a matança de animais menos violentas. Por isso nunca vemos um judeu num açougue normal. Um judeu só come carne quando ela é classificada de “kosher”, pois dessa forma ele saberá que antes de se matar o animal para consumo, foi feita uma cerimônia religiosa, para que o animal não sofra tanto e para desagravo do pecado cometido.

Como já disse antes, Jesus era, antes de tudo, um judeu, porém por sua estatura espiritual, ele não poderia aceitar a matança de animais em sacrifício nos templos. Por isso ele demonstrou-se claramente contra a presença dos vendilhões no templo, não que Jesus tenha tido raiva do comércio em si dentro do templo, mas principalmente por que os comerciantes vendiam animais para serem abatidos dentro do templo como oferenda a Deus. Jesus pediu aos seus discípulos para pregar contra a matança de animais, pois ele mesmo era o “cordeiro de Deus”, cujo sacrifício anulava a necessidade de se matar animais para esse fim. Dessa forma, Jesus se colocou no lugar dos animais, que deveriam ser mortos em sacrifício, poupando-lhes a vida. É também interessante lembrar-se, que após a morte e ressurreição de Jesus, o templo em Jerusalém foi destruído, o que impediu que se continuasse a matança de animais em larga escala por um bom tempo.

É claro que os cristãos além de serem muito refratários a essas evidências, também vão dizer que Jesus fez a multiplicação dos pães e dos peixes, demonstrando que ele não ligava para esse tipo de coisas. Porém vamos prestar bem atenção ao que está escrito na passagem da primeira multiplicação de alimentos: “Então eles lhe disseram: Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes. E ele disse: Trazei-mos aqui. E tendo mandado que a multidão se assentasse sobre a erva, tomou os cinco pães e os dois peixes, e erguendo os olhos ao céu, os abençoou e, partindo os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos à multidão.”(Mateus 14:17-19); agora vejamos o que está escrito na segunda multiplicação de alimentos: “E os seus discípulos disseram-lhe: Donde nos viriam num deserto tantos pães para saciar tal multidão? E Jesus disse-lhes: Quantos pãestendes? E eles disseram: Sete, e uns poucos de peixinhos. Então mandou à multidão que se assentasse no chão. E tomando os sete pães e os peixes, e dando graças, partiu-os, e deu-os aos seus discípulos, e os discípulos à multidão.”(Mateus 15:33-36). Porém agora, vejamos o que está escrito mais adiante, em Mateus 16:9-10: “Não compreendeis ainda, nem vos lembrais dos cinco pães para cinco mil homens, e de quantas alcofas levantastes? Nem dos sete pães para quatro mil, e de quantos cestos levantastes?.”. Gostaria que reparassem nas partes grifadas. Por que se referem apenas aos pães e não aos peixes? Existem evidências que originariamente, essa história não incluía os peixes, mas que os mesmos foram inseridos posteriormente.

A vida de Jesus inteira está relacionada com os animais: ele nasceu numa manjedoura, entre os animais; ele, juntamente com João Batista, instituíram o batismo na água para o pagamento dos pecados, como substituição a matança de animais no templo; ele alterou a comemoração da Páscoa, onde os judeus comiam um carneiro, e após o advento de Jesus passou-se a comer apenas pão sem fermento e vinho; por fim ele foi preso e morto após o incidente onde Jesus expulsa os vendilhões do templo, que vendiam animais para sacrifício.

Também é interessante conhecer algumas partes do livro de Isaías, onde o profeta diz: “De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? Diz o Senhor, já estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais nédios e não folgo com o sangue de bezerros, nem de cordeiros, nem de bodes.”(Isaías 1:11), mais no final do livro encontramos: “O que mata um boi é como o que fere um homem, o que sacrifica um cordeiro, como o que degola um cão...”(Isaías 66:3).

A citação bíblica mais direta sobre as benesses da dieta vegetariana, podemos encontrar em Daniel 1:12, onde está escrito: “Experimenta, peço-te, os teus servos dez dias, fazendo que se nos dêem legumes a comer e água a beber.”, e depois em Daniel 1:15: “E, ao fim de dez dias, apareceram os seus semblantes melhores; eles estavam mais gordos do que todos os mancebos que comiam porção do rei(que continha principalmente carne).”

Ainda podemos encontrar mais algumas passagens:

Romanos 14:20:

“Não destruas por causa da comida a obra de Deus. É verdade que tudo é limpo, mas mal vai ao homem que come com escândalo.”

Romanos 14:21:

“Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outras coisas em que teu irmão tropece, ou se escandalize, ou se enfraqueça.”

Não acreditam no karma:

É muito comum ouvir um cristão dizer que não acredita na existência do karma, pois afirmam que tal crença não encontra respaldo bíblico.

Porém o que acontece é que os cristãos não entendem o que seja o karma. Karma é o resultado de nossas ações tanto boas como ruins, às vezes chamada de “lei de causa e efeito”. Na verdade o que ocorre é uma confusão entre karma e reencarnação.

Já no começo da bíblia, em Gênesis 3 se descreve o resultado das ações de Adão e Eva, que desobedeceram as leis de Deus. Jesus sempre ensinou sobre karma: “...porque todos os que lançarem mão da espada à espada morrerão.”(Mateus 26:52); “Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós.” ( Mateus 7:1-2); “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei... “(Mateus 7:12). Na verdade os cristãos acreditam no karma, mas apenas naquele que produz seus frutos na mesma vida ou na vida após a morte(céu ou inferno), pois, excetuando-se os espíritas Kardecistas, não aceitam a reencarnação(cujo termo em sânscrito é Punarjanma).

É bastante estranho que os cristãos tenham grande dificuldade em aceitar a reencarnação e o karma, conceitos estes que demonstra a bondade e justiça de Deus, mas acreditam radicalmente no “castigo eterno”.

Pensemos um pouco: Somente entre as pessoas de má índole se encontra o ódio implacável e a capacidade de aplicar castigos sem perdão. Como poderia Deus, sendo infinitamente justo e bondoso agir dessa forma? Ainda mais quando sabemos que ele conhece o futuro de tudo e todos, como poderia aplicar um castigo eterno a alguém?

Quando olhamos a sociedade humana, vemos que uma pessoa nasce rodeada de todo o luxo, educação, boa alimentação, criada por pais que são verdadeiros exemplos de bons cidadãos. Enquanto isso vemos uma outra que nasce na favela, cercada de miséria, hostilidade, ignorância, mal alimentada, criada por pais com os mais terríveis vícios, não servindo de exemplo para ninguém. Como poderíamos aceitar que Deus seja justo e bondoso? Por que Ele dá tudo de bom para um, enquanto que para o outro só reservou infelicidade? Mais nos parecerá que Ele é caprichoso, maldoso e injusto. Pois o primeiro tem tudo para ser alguém bom, e quando for julgado, ir aos céus, enquanto que o segundo tem tudo para ser um marginal delinqüente, e quando for julgado com certeza irá ser castigado eternamente.

Somente a crença no karma e na reencarnação pode explicar satisfatoriamente essa e muitas outras situações.

Catolicismo

Surgiu por questões políticas, com a universalização do cristianismo promovida inicialmente por Constantino, a partir do Conselho de Nicéia(352 d.C.) por conta da invasão Bárbara no Império Romano do ocidente. Recebeu o nome de Igreja Católica Apostólica Romana em 381 d.C. através do imperador Teodósio.

O surgimento da Igreja Católica inicia uma fase de total rompimento com o cristianismo primitivo(também chamada de Era Apostólica), que é a etapa da história do cristianismo que se inicia após a morte de Jesus e termina em 325 DC com a celebração do Primeiro Concílio de Nicéia. Do ponto de vista historiográfico é praticamente impossível reconstituir com clareza a realidade dos primeiros povos cristãos, uma vez que os documentos são raros, contraditórios e limitados. Na mentalidade cristã, o cristianismo primitivo é tido como um modelo exemplar, e foi um dos principais temas de debates responsáveis por levar às cisões heréticas na Idade Média(Cátaros, Valdenses, Lolardos e Hussitas) e na Idade Moderna (Martinho Lutero – Igreja Luterana, John Calvino – Igreja Presbiteriana, Henrique VIII – Igreja Anglicana, etc). Muitos eruditos confirmam que no Concílio de Nicéia clérigos e políticos alteraram substancialmente os documentos do cristianismo original, ora omitindo ora acrescentando, com o fim de fazê-los aceitáveis ao Imperador Constantino, o qual, inicialmente, não aceitava os ensinos das Escrituras. O propósito disto foi converter Constantino ao Cristianismo e fazer da sua religião um credo aceitável ao Império Romano.

Muitas práticas foram tiradas e outras colocadas desde o conselho de Nicéia.

Algumas das principais modificações que ocorreram:

- O rosário(terço), novenas e rezas:

O rosário surgiu em 1090, antes não era utilizado. Existem evidências que surgiu por influência do rosário muçulmano, que por sua vez surgiu por influência budista (rota da seda) que tinha tomado a prática dos hindus. As rezas também não eram realizadas, pois o próprio Jesus disse: “E, orando, não useis de vãs repetições como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos.”(Mateus 6:7). Dessa forma as novenas também não eram praticadas pelos cristãos do tempo de Jesus.

- Tradição eclesiástica:

A tradição eclesiástica foi elevada ao mesmo patamar das escrituras sagradas. Graças a ela foi possível manipular a interpretação das escrituras. Essa prática também é criticada pelo próprio Jesus: “Ele, porém , respondendo, disse-lhes: Por que trasnsgredis vós também o mandamento de Deus pela vossa tradição?” ( Mateus 15:3).

- Uso de velas:

A prática do uso de velas para pedir ajuda aos santos ou para aliviar as almas dos mortos nunca existiu no cristianismo primitivo nem no judaísmo. No judaísmo se acende o castiçal de sete velas, mas não para pedir ajuda aos santos nem para aliviar as almas dos mortos.

- Adoração a Maria:

O culto a Maria, mãe de Jesus, surgiu em 381 d.C.. Recebeu o título de mãe de Deus em 431 d.C., por ocasião do 3° Concílio. Já a crença na “imaculada conceição de Maria”, que atribui a Maria total pureza, disseminando a idéia que ela foi “concebida sem pecado original”, foi instituída pelo Papa Pio IX, em 1854. A “assunção de Maria” passou a ser artigo de fé apenas em 1950.

A adoração a Maria é hoje em dia, em alguns seguimentos católicos, maior do que a adoração a Jesus. Porém o próprio Jesus não deu essa importância a sua mãe. Em Mateus 12:47-50 encontramos a seguinte citação “E disse-lhe alguém(a Jesus): Eis que estão ali fora tua mãe e teus irmãos, que querem falar-te. Porém ele, respondendo, disse ao que lhe falava: Quem é minha mãe? E quem são meus irmãos? E estendendo a sua mão para os seus discípulos, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos; Porque, qualquer que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, e irmã e mãe.”. Aqui podemos notar que Jesus não só demonstrou um certo desprezo por Maria, sua mãe, como também se pode perceber que Jesus possuía irmãos que não foram gerados pelo Espírito Santo, pois só Jesus possui essa qualidade, dando a entender que Maria não era pura como querem os católicos, pois praticou sexo, como qualquer pessoa casada, e teve alguns filhos. Alguns católicos dizem que nessa passagem, o termo “irmãos” refere-se a graus de parentesco próximos (primos, por exemplo), porque em aramaico e em hebraico não há diferenciação entre um e outro. Porém a passagem está no Novo Testamento, que foi escrito em grego, o qual possui palavra definida para diferenciar cada grau de parentesco. Quanto a isso, é interessante ver o que está escrito em Gálatas 1:19: “E não vi nenhum outro dos apóstolos, senão a Tiago, irmão do Senhor”. Aqui vemos explicitamente que Tiago era irmão de sangue de Jesus. Outra citação está em Atos dos Apóstolos 1:14: “Todos estes perseveraram unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria mãe de Jesus, e com seus irmãos.”.

A própria Maria declara-se uma “pessoa baixa” como está descrito em Lucas 1:47-48: “E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador. Porque atentou na baixeza de sua serva; pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada.”.

Jesus tratou Maria como uma mulher comum. Em João 2:4, está escrito: “Disse-lhe Jesus: Mulher, que tenho eu contigo?...”. Ora, se Maria era tão importante, por que Jesus parecia sempre se desvincular de sua figura?

De acordo com a crença católica, em grau de importância e elevação, após Jesus estaria Maria. Porém o próprio Jesus disse outra coisa: “Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João Batista...”.

Os católicos dizem ser Maria a mediadora, a intercessora entre os homens e Deus, porém em Timóteo I 2:5 está escrito: “Porque há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo...”. Em João I 2:1 está escrito: “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e se alguém pecar, temos um advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo.”. Também existe outro problema na crença de Maria como mediadora e intercessora. Para que ela possa atender a todas as pessoas simultaneamente ela necessitaria ser onipresente e oniconsciente, o que, de acordo com a teologia cristã, são qualidades apenas de Deus. A crença na “intercessora” coloca Maria no mesmo patamar de Deus, de forma que se apresenta aqui mais uma inconsistência filosófica e teológica do catolicismo.

O culto a Maria como “a rainha dos Céus” também não tem respaldo bíblico. Podemos ver em Jeremias 44: 17, onde as pessoas estavam cultuando a rainha dos Céus: “Antes cumpriremos toda a palavra que saiu da nossa boca, queimando incenso à rainha dos céus, e oferecendo-lhes libações...”. Mais adiante podemos ler o que Jeremias disse a esse respeito em 44:23: “Pois queimastes incenso, e pois que pecastes contra o Senhor...” .

- Sobre o Papa:

Na bíblia não há registro sobre este título. Esta posição foi criada com visível fim político, sendo que o primeiro Papa foi Leão I (440-461 d.C.) e não Pedro.

Os católicos afirmam que o primeiro Papa foi Pedro e citam Mateus 16:17-19 onde está escrito “E Jesus respondendo, disse-lhe: Bem aventurado és tu, Simão Barjonas, porque tu não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai que está nos céus. Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela; Eu te darei as chaves do reino dos céus e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.”. Aqui, nesta passagem, é bom ressaltar que Simão é o verdadeiro nome de Pedro e que ele passou a ser chamado dessa forma(Pedro) após esse episódio. O termo usado aqui por Jesus para se referir a Simão significa “pedra”, porém a palavra no grego é “petrós”, significando “pedrinha”. Mas no caso da palavra “pedra” do trecho “sobre esta pedra edificarei minha igreja” é usada, em grego, a palavra “petras”, que significa rocha ou pedra grande. Com isso se dá a entender que Pedro seria apenas uma pequena parte da edificação.

Vejamos alguns trechos da Primeira Epístola Universal do Apóstolo Pedro: “Vós também, como pedras vivas, sois edificados na casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo” (2:5); “Aos presbíteros, que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero como eles...”. Como podemos ver, o próprio apóstolo Pedro não se considerava um “Papa”, infalível e possuidor de todo o poder na terra, como afirmam os católicos. Também devemos atentar para o fato de que o apóstolo Pedro era casado, enquanto que os Papas e os padres não podem se casar.

Concluindo, não há dúvidas que a autoridade concedida a Pedro estendia-se a todos os discípulos de Jesus de maneira igual, não sendo apenas válida para ele. Isto está corroborado em Mateus 18:18, quando Jesus instruía todos os discípulos: “Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligares na terra será desligado no céu.”.

- Livros Apócrifos:

Os livros apócrifos são livros que foram adicionados à Bíblia pela Igreja Católica, também com fins políticos-religiosos, em 8 de abril de 1546, no Concílio de Trento (1545-1563), como uma resposta contra a Reforma Protestante. São considerados como livros não inspirados. São eles: Tobias, Judite, Sabedoria, Baruque, Macabeus I e II. O livro de Daniel sofreu alguns acréscimos.

Evangélicos

Os evangélicos, principalmente os Pentecostais, são, pelo menos no Brasil, nossos maiores críticos. Eles demonstram uma grande intolerância religiosa para com qualquer outra religião, por acreditarem que qualquer outra crença religiosa seja uma armação do demônio com o fim de enganar e desencaminhar as almas incautas. Muitas vezes eles tratam os seguidores de outras religiões como verdadeiros inimigos. Muito comumente desrespeitam e atacam as crenças alheias. Porém o próprio Jesus desaprova essa conduta: “Eu, porém, vos digo que qualquer um que sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo...”(Mateus 5:22); “Portanto se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar tua oferta e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem e apresenta tua oferta.”(Mateus 5:23-24).

Os evangélicos, em geral, fazem orações em altos brados pelas ruas e praças, dentro dos ônibus e trens. Porém agindo assim desrespeitam o que está escrito: “E quando orares, não sejas como os hipócritas: pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam seu galardão.”(Mateus 6:5). Também Jesus falou sobre a pregação estéril, que ocorre quando as palavras são desperdiçadas sem que as pessoas lhe dêem a devida atenção: “Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos vossas pérolas; não aconteça que as pisem com os pés, e, voltando-se, vos despedacem” (Mateus 7:6).

Eles dizem que “em nome de Jesus” profetizam, fazem milagres, operam prodígios e expulsam demônios, e que essa é a prova de sua ligação com Deus através de Jesus Cristo. Porém Jesus disse “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós no teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.” (Mateus 7:21-23). Aqui Jesus deixa explícito que não basta se dizer um “convertido” e sair por aí falando às turbas “em nome de Jesus isso... em nome de Jesus aquilo...” para ser seu seguidor verdadeiro.

Um grande exemplo da forma pela qual Jesus considerava as pessoas está no passatempo em que ele se encontra com o centurião romano. O centurião pediu para Jesus que curasse o seu servo de uma paralisia causada por uma doença grave. Jesus imediatamente se preparou para ir até a casa dele, porém o romano disse que não era digno de recebê-lo em sua casa, mas que bastava que Jesus proferisse uma palavra e seu criado estaria curado(Mateus 8:5-13). Frente a essa afirmação do centurião Jesus disse: “...Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé.” (Mateus 8:10). Em seguida Jesus disse que seu servo já estava curado.

Jesus disse isso porque o centurião não era Judeu, mas de outra religião e cultura (era romano), sendo considerado pelos judeus como gentio ou pagão. Então Jesus comentou sobre os sinceros buscadores de Deus de outros países e culturas em comparação aos falsos que se encontravam ao seu redor: “Mas eu vos digo que muitos virão do oriente e do ocidente, e sentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaque, e Jacó, no reino dos céus. E os filhos do reino serão lançados nas trevas exteriores: ali haverá pranto e ranger de dentes.” (Mateus 8:11-12).

Esse passatempo da vida de Jesus nos mostra que o importante não é como nos mostramos frente à sociedade, mas como nos relacionamos com Deus em nosso íntimo, independentemente de “rótulos”.

Adventistas do Sétimo Dia

A Igreja Adventista do Sétimo Dia (o nome adventista é uma referência à sua crença no advento, segunda vinda de Jesus), surgiu entre as décadas de 1850 e 1860 concomitantemente nos Estados Unidos e na Europa.

No início do século passado, no seio das igrejas evangélicas, o movimento alastrou-se, tendo como foco o advento, ou o retorno pessoal de Jesus.

Os adventistas têm um ponto muito positivo: pregam o vegetarianismo.

Eles acreditam, assim como as Testemunhas de Jeová, no “sono da alma” que aguarda o julgamento no juízo final, quando ressuscitarão. Eles dizem que a morte é um sono totalmente inconsciente, sendo impossível qualquer atividade do espírito desencarnado. Porém, como isso poderia ser correto? Moisés e Elias, que já estavam mortos, conversaram com Jesus no monte da transfiguração, conforme está escrito: “E eis que lhe apareceram Moisés e Elias, falando com ele.” (Mateus 17-3). Também está escrito “ ...vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram.” (Apocalipse 6:9).

O termo “dormir no Senhor”, é apenas figurativo, há, na verdade, várias citações onde se demonstra a continuidade após a morte (Atos 7:59; Hebreus 12:22-23; Apocalipse 9-14; Coríntios II 5:1,6,8). Talvez a mais interessante seja Lucas 23:43, onde, Jesus na cruz, fala para um dos dois ladrões que estavam crucificados junto com ele: “E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.”. Com certeza Jesus queria dizer que ele estaria no Reino dos Céus com ele, e não seria dormindo!

Também é interessante lembrarmos que Guilherme Miller, precursor do adventismo, previu algumas datas para o retorno de Jesus: 1847; 1850; 1852; 1855; 1866; 1868; 1877. Nem será preciso dizer que errou em todas elas.

Testemunhas de Jeová

O fundador dessa escola cristã foi Charles Taze Russel, em 1870. É dito que ele foi levado várias vezes aos tribunais por maus tratos à esposa. Alguns anos mais tarde divorciou-se por ter se envolvido com a própria empregada Rose Ball. É dito também que ele foi levado ao tribunal por abusos financeiros.

- Não acreditam na existência da alma espiritual imortal:

As Testemunhas de Jeová, assim como os Adventistas não acreditam que a alma seja imortal. Crêem que a alma morre junto com o corpo e que não existe nenhuma alma imaterial imortal. Eles acreditam que no momento da morte a alma se desintegra e que só virá a existir novamente, porém encarnada, no juízo final, quando então será julgada. Cabe aqui as mesmas considerações que foram expostas sobre os adventistas: Moisés e Elias, que já estavam mortos, conversaram com Jesus no monte da transfiguração, conforme está escrito: “E eis que lhe apareceram Moisés e Elias, falando com ele.” (Mateus 17-3). Também está escrito “ ...vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram.” (Apocalipse 6:9). Várias citações onde se demonstra a continuidade da vida após a morte (Atos 7:59; Hebreus 12:22-23; Apocalipse 9-14; Coríntios II 5:1,6,8). Talvez a mais interessante seja Lucas 23:43, onde, Jesus na cruz, fala para um dos dois ladrões que estavam crucificados junto com ele: “E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.”.

- Acreditam que o Paraíso será no planeta Terra e não em um céu espiritual:

Diferentemente dos demais cristão que acreditam num paraíso nos céus, as Testemunhas de Jeová não tomam parte nessa crença, pois não acreditam que exista uma parte espiritual imaterial no ser humano que poderia subir aos céus. Eles acreditam que o paraíso será na terra, após o juízo final. Porém, se lermos em Coríntios II 5:1-2 veremos que está escrito: “Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus. E por isso também gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação, que é do céu.”. Também poderemos repetir o já citado Lucas 23:43, onde, Jesus na cruz, fala para um dos dois ladrões que estavam crucificados junto com ele: “E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.”. Em João 14:2 encontramos: “Na casa de meu Pai há muitas moradas...”. O apóstolo Paulo, quando se referindo aos que morreram na fé disse: “Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Porque, os que isso dizem, claramente mostram que buscam uma pátria. E se, na verdade, se lembrassem daquela donde haviam saído, teriam oportunidade de retornar. Mas agora desejam uma melhor, isto é, a celestial. Pelo que também Deus se não envergonha deles, de se chamar seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade.” (Hebreus 11:13-16).

Como podemos notar, como pode um cristão, não crer em um céu espiritual, com tantas evidências bíblicas como estas?

Mórmons

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias surgiu em 1830, nos E.U.A., mais especificamente no Estado de Nova Iorque. Seu fundador, Joseph Smith Junior é considerado por seus seguidores como sendo um profeta. Afirmou que recebeu a visita de Deus, juntamente com Jesus Cristo, que lhe apareceram como dois anjos resplandecentes e lhe deram a instrução para começar uma nova Igreja.

Muitos fatos curiosos cercaram a vida de Joseph Smith: é dito que ele foi julgado e condenado por ler bola de cristal, adivinhar sorte e isso a apenas 6 anos após ter tido o suposto encontro com Deus e Jesus; pessoas que viveram na mesma época acusaram-no de incentivar incêndios de casas e roubo de cavalos de quem se opunha à sua nova Igreja; foi morto a tiros, juntamente com seu irmão em 27 de julho de 1844 em Carhage, Illinois, nos E.U.A., por ter acarretado danos e conflitos contra a sociedade da época. Ao morrer deixou 28 viúvas oficialmente, porém o número não oficial é de 48 mulheres.

Em 1830, Joseph Smith publicou o Livro de Mórmon, considerado a tradução de placas de ouro escritas por Mórmon, líder e profeta dos nefitas, suposto povo que teria habitado a América. Estas placas teriam sido enterradas em 420 d.C., por Moroni, filho de Mórmon e reveladas então a Smith. Afirma-se que este mesmo povo teria recebido a visita de Jesus após sua ressurreição, vindo a ser posteriormente destruído.

Existem algumas questões sobre o Livro de Mórmon que nos fazem duvidar de sua veracidade. Ele possui cerca de 10.000 citações da tradução da bíblia do rei Tiago, de 1611. Como poderia esse livro pretender ser a tradução das placas de ouro, se as placas ficaram enterradas no período de 420 até 1823? Ele também possui trechos dos livros litúrgicos das Igrejas Anglicana e Metodista, que foram fundadas respectivamente nos séculos XVI e XVIII.

Atualmente a arqueologia prova que os habitantes da região indicada no Livro de Mórmon eram muito diferentes da descrição dadas referente às vestimentas, moeda e língua. O mais intrigante é o fato de que ninguém jamais viu as placas de ouro além de Oliver Cowdery, David Witner e Martin Harris, os quais são citados por Joseph Smith como sendo ladrões e mentirosos. Como podemos aceitar essas fontes como sendo confiáveis?

Espiritismo

Em 18 de abril de 1857, o Espiritismo foi fundado por Hippolyte Léon Denizard Rivail (Lyon, 3 de outubro de 1804 — Paris, 31 de março de1869), educador, escritor e tradutor francês, mais conhecido pelo pseudônimo de Allan Kardec, pois acreditava que esse era seu nome quando encarnou como um Sacerdote Drúida ou poeta celta a muitos anos atrás. Esse pseudônimo, segundo biografias, foi adotado pelo Prof. Rivail a fim de diferenciar seus trabalhos espíritas dos seus trabalhos pedagógicos anteriores.

O espiritismo, assim como o vaishnavismo, acredita na reencarnação e no karma, porém de forma diferente.

Quanto à reencarnação, os espíritas não acreditam na possibilidade de um espírito voltar a se encarnar no corpo de um animal, o que é conhecido como “metempsicose”. Os espíritas entendem que reencarnar no corpo de um animal seria uma involução, o que contraria a “Lei do Progresso”, pois o espírito jamais poderia retrogradar. Isso está escrito no Livro dos Espíritos, capítulo XI parte III. Neste texto o “Espírito de Verdade” explica extensivamente sobre a impossibilidade de tal acontecimento, porém ao chegar ao final do texto encontramos as seguintes afirmações que demonstram a insegurança desse espírito sobre o assunto: “Como quer que seja, a antiguidade e a universalidade da doutrina da metempsicose, e o número de homens eminentes que a professam, provam que o princípio da reencarnação tem suas raízes na própria Natureza; esses são, portanto,argumentos antes a seu favor do que contrários. O ponto de partida do Espírito é uma dessas questões que se ligam ao princípio das coisas e estão nos segredos de Deus. Não é dado ao homem conhecê-las de maneira absoluta, e ele só pode fazer, a seu respeito, meras suposições, construir sistemas mais ou menos prováveis. Os próprios Espíritos estão longe de tudo conhecer, e sobre o que não conhecem podem também ter opiniões pessoais mais ou menos sensatas.”. Nas últimas linhas do mesmo texto temos: “Quanto às relações misteriosas existentes entre o homem e os animais, isso, repetimos, está nos segredos de Deus, como muitas outras coisas cujo conhecimento atual nada importa para o nosso adiantamento, e sobre as quais seria inútil nos determos.”. Como podemos ver, o espírito está confuso e inseguro sobre o tema. Essa é a característica marcante de mileccha-dharma, o conhecimento não é revelado em sua totalidade e nem é dada por uma fonte autorizada e fidedigna. A metempsicose não é aceita pelos espíritas, pois para eles, os espíritos ainda pouco evoluídos vão encarnar em corpos humanos defeituosos e doentes, em ambientes desagradáveis, mas nunca em um corpo animal. Porém, na própria bíblia cristã encontramos referências que contradizem essa idéia. No Novo Testamento, encontramos uma passagem em que Jesus, juntamente com seus discípulos caminhavam e foram interceptados por dois rapazes endemoninhados e os demônios conversaram com Jesus e pediram para ele: “...Se nos expulsas, permite que entremos naquela manada de porcos. E ele lhes disse: Ide. E saindo eles, se introduziram na manada de porcos; e eis que toda aquela manada de porcos se precipitou no mar por um despenhadeiro, e morreram nas águas.” (Mateus 8:31-32). De acordo com a doutrina espírita, um demônio nada mais é do que um espírito de um humano desprovido de conhecimento e consciência elevada, necessitando de evolução. Então, como podemos ver, os espíritos involuídos deixaram um corpo humano e entraram em um corpo animal, demonstrando que a metempsicose é possível.

É também interessante notar que o “Espírito de Verdade” explica, no “Evangelho Segundo o Espiritismo”, que Jesus teria se referido a ele na passagem: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre. O Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.” (João 14:16-17), e também “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.” (João 14:26). Como podemos ver, aqui, Jesus afirma que o Consolador ensinará todas as coisas. Logicamente que para se ensinar todas as coisas, se faz necessário conhecer todas as coisas, porém o “Espírito de Verdade” afirmou como vimos acima “...Os próprios Espíritos estão longe de tudo conhecer...” . Fica assim demonstrada a possibilidade de que o “Espírito de verdade” que conversou com Allan Kardec não seja o mesmo a que se referia Jesus e, portanto, que este espírito esteja mentindo. Também disse Jesus sobre o “Espírito de Verdade”: “...e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito”, porém não é bem isso que observamos. Em primeiro lugar, deveremos nos lembrar qual é o maior e primeiro mandamento da doutrina de Jesus: “Amaras o Senhor teu Deus de todo o coração, e de toda tua alma, e de todo o teu pensamento.” (Mateus 22:37). No “Evangelho Segundo o Espiritismo”, porém, o mandamento maior recebe um tratamento menor. Isso porque se verificarmos no capítulo 11 sob o título de “O maior mandamento”, apesar de citarem o mandamento, os espíritos não comentam nem uma palavra sequer sobre o assunto, mas comentam longamente sobre o segundo mandamento “amarás o teu próximo como a ti mesmo”. Fica então a pergunta: Por que o maior mandamento da lei de Jesus não é comentado pelos espíritos, que costumam dizer que o Espiritismo é a única tradição realmente cristã? Não se encontra nos principais livros espíritas nada a respeito de “amar a Deus”. Novamente percebemos que o conhecimento fica apenas parcialmente revelado.

Quanto ao karma, eles acreditam que é necessário se esforçar para ter bom karma, pois somente assim se pode evoluir. Eles acreditam que acumulando bom karma estarão atingindo um dos objetivos espirituais. Apesar de conhecerem as bases mais superficiais da crença no karma, sua doutrina nada revela sobre a dissolução do karma como meio para a liberação(moksha) o cativeiro material.
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Passatempos de Prabhupada: O poder da associação com um devoto puro!


1ª PARTE:

Prabhupada estava viajando para a América do Sul com dois devotos ajudantes e o Templo Hare Krishna em que estiveram deu a eles almoço embalado, para comer no avião. Srutakirti abre o pacote para Srila Prabhupada e serve para ele a prasadam de arroz com amendoim. Prabhupada comeu e passou o resto para Srutakirti que começou a comer quando, de repente, a aeromoça chega perto e diz que a comida parece gostosa, pega um punhado, põe na boca e come! Prabhupada sorriu e Srutakirti ficou chocado.

Então ela pergunta porque eles trouxeram sua própria comida. Srukakirti explica que eles são vegetarianos, etc. Ela imediatamente pergunta se havia algo mais que ela pudesse servir, como frutas ou leite.

Prabhupada pediu leite quente. Cinco minutos depois ela volta com 3 copos de leite que ela pegou da primeira classe. Prabhupada agradeceu e os devotos conversaram sobre o fato. Prabhupada comentou que servir é um gesto natural de uma mulher piedosa. Por anos essa foi uma dos fatos preferidos que Srutakirti gostava de contar.

Agora, a 2ª PARTE:

Srutakirti esteve recentemente na América do Sul e estava pregando lá, vendendo o livro "Qual é a dificuldade?", e contou esse fato e um devoto disse: quer ouvir uma coisa impressionante?

Tal devoto estava indo de porta em porta numa pequena vila no Brasil quando foi numa casa onde morava uma senhora. Ela abriu a porta, estava usando "tilaka" e disse para o devoto entrar. Sua casa parecia um Templo, com altar e Deidades, gravuras de Krishna nas paredes e todos os livros de Srila Prabhupada na estante escritos em Português. O devoto teve que perguntar como ela se tornou uma devota. Ela disse que anos atrás tinha sido aeromoça, quando encontrou o autor daqueles livros, ele parecia tão santo e gentil que ela foi olhar no seu passe de vôo quem ele era e o que fazia. Então ela conseguiu alguns de seus livros e começou a ler. Os livros recomendavam que ela cantasse o mantra, então ela começou a cantar e a oferecer comida a Krishna, e se tornou devota devido àquele pequeno contato.

Fontes: Grupo Amigos de Krishna; Bhaktin Marina


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sábado, 8 de outubro de 2011

Hoje, Harinama em S.J. Rio Preto-SP no Evento Mundial pelo Fim da Crueldade Animal


Evento Mundial pelo Fim da Crueldade Animal - Harinama em São José do Rio Preto-SP

Este evento aqui em São José do Rio Preto, acontece na Praça Dom José Marcondes, aquela em frente aos Correios, hoje, Sábado, dia 8 de Outubro de 2011, a partir das 16:00 horas.

Acessem o site do evento:
www.wix.com/weeacbrasil/br

Já tem aproximadamente 150 pessoas com presença confirmada.

Faremos Harinama para a satisfação de Srila Prabhupada, distribuição de livros e distribuição de Prasadam!

Estão todos convidados!

Informações:
Fones:
Karuna - (17) 9638-7011 ou 3237-4413
Avyakta - (17) 9137-5481 ou 3229-1389

Fontes: fórum Krishna-katha


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Lançamento do Filme “O Encontro”


O Encontro – Novo trabalho da Mistifilmes

A Mistifilmes é um grupo cultural que atua na área de filmagens desde o ano de 1975 produzindo trabalhos sem fins lucrativos, visando a divulgação dos valores humanos e da espiritualidade, utilizando a linguagem do cinema artesanal.

A Mistifilmes está lançando o filme “O Encontro”, cujas cenas foram gravadas no final de 2009 e ainda está inédito. Será apresentado em Nova Gokula no dia 15 de Outubro de 2011 às 15h00 e no Centro Cultural Acharyadeva e no dia 16 de Outubro às 18h00.

“O Encontro” foi um projeto realizado juntamente com Varistha Das e sua esposa Shashimukhi, moradores da Comunidade Hare Krishna de Nova Gokula, explorando a exuberante paisagem da fazenda onde se localizam e ainda a cultura dessa religião, que como todas as outras, tem seus próprios caminhos e propósitos de ligação com o Deus maior.

A trama do filme gira em torno do personagem principal(Gercio Tanjoni – nome artístico George Lee), que por motivos inusitados chega às portas da Comunidade e ali fica retido por alguns dias enquanto seu veículo é consertado. Neste período ele vivencia uma experiência mística que transforma sua vida. Afinal, os caminhos para o encontro com Deus independem de religião ou crença, mas acima de tudo da evolução da espiritualidade de cada ser.

Abaixo, o trailer do filme:


Fontes: Facebook Mistifilmes; Portal Nova Gokula


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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Livros da BBT no Metrô de São Paulo


Os livros de Prabhupada e outros da Consciência de Krishna estão à venda agora nas máquinas do Metrô de Sampa-SP!

Fontes: Amigos de Krishna


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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Hare Krishna na última reportagem da série Vida Alternativa da Inter TV Cabugi(Globo)


A série “Vida Alternativa” chega ao fim. Conheça a história de Jaya. Uma artista plástica que não precisou ir muito longe para encontrar a felicidade. Ela descobriu que a felicidade está dentro de cada um de nós.

Para quem nao teve oportunidade de ver ao vivo, veja agora a ótima reportagem feita com a devota Jaya Marga de Natal/Rio Grande do Norte do dia 29 de Setembro de 2011.

A devota consegue mostrar o sorriso transcendental de Jagannatha na reportagem.

A repórter, Glácia Marillac, da Rede INTERTV(Afiliada da Rede Globo de Televisão), fechou o ciclo de seu trabalho como uma oferenda especial a Krishna.

Veja pelo link do in360 - Portal da Rede INTERTV(Globo):
http://in360.globo.com/rn/noticias.php?id=9339

Ou veja pelo Youtube:


Fontes: fórum Krishna-katha; Eneas Guerriero


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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Hare Krishna no Ídolos(Indian got´s talent - versão indiana) 2011


Bem acredito que muitos de vocês não saibam, mas existe um programa na Índia que é super famoso lá, semelhante a o "Ídolos" do Brasil(que passa na TV Record) ou "Qual é seu Talento" do(SBT)na índia um existe programa que chama-se "Indian got´s talent".

E um Grupo de devotos Hare Krishna de Chandigard discípulos de Gopal Krishna Maharaj, todos como uma brincadeira formaram um grupo chamado Madhava´s Sankirtana Band. Este grupo mal os conheço, mas aprovei eles chegaram até a final que será disputada dia 1° de Outubro de 2011 com um premio de "$$$" não sei calcular porém sei que é suficiente para eles construírem o Templo da Iskcon de Chandigar.

Como não estamos na Índia infelizmente não podemos votar neles, mas acho que deve ficar nossas boas vibrações para que eles consigam serem vitoriosos para o prazer de Prabhupada.

Madhavas tem uma grande inspiração, e também um excelente sadhana(prática espiritual).

Sempre cantam suas japas pela manhã e estão sempre lendo os passatempos de Krishna para aderirem a uma força extra para não se influenciarem com a atmosfera dos 3 modos da natureza material para não serem contaminados durante suas apresentações nos palcos do India Got Talent. Todos durante suas apresentações estão com Tilaka visivelmente passadas, Kanthi no pescoço, e suas Japas.

É maravilho ver como eles realizam seus trabalho, eles sempre apresentam: Prabhupada Pranati, Panca Tattva Mantra, Maha-Mantra, Bhagavatgita shloka, Vanca kalpa..., Radha Krishna, durantes todas apresentações.

Vejam os vídeos:
Neste website tem todas gravações:
http://igt3.in.com/video/igt3-finale-madhavas-679.html

Gopal Krishna Maharaj falando sobre o grupo:



A primeira apresentação do grupo no programa:


Fontes: fórum Krishna-katha; Paramjyoti Das


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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Cartas de Prabhupada 5: Casamento Hare Krishna


Sobre o casamento no sistema védico, carta de 1973.

Nesta quinta de oito correspondências de Prabhupada selecionadas para publicação no Amigos de Krishna, lemos um trecho da carta de Srila Prabhupada datada de 4 de janeiro de 1973, endereçada a Madhukara, St. Louis. Nesta carta, Srila Prabhupada responde a seu discípulo que pede autorização para deixar sua esposa sob o argumento de que, na posição de vanaprastha, retirado da família, sua vida espiritual será melhor. Srila Prabhupada não apenas o responde objetivamente, mas também apresenta orientações gerais sobre a importância do cumprimento dos deveres ocupacionais que aceitamos e explica como o serviço devocional a Deus independe de qualquer consideração externa. Uma carta de extrema relevância a qualquer um que deseja conduzir sua vida tal qual Arjuna se conduziu após ouvir o Bhagavad-gita.

* * *

Meu caro Madhukara,

Confirmo o recebimento de sua carta datada de 22 de dezembro de 1972, e considerei o conteúdo com atenção. Para essas perguntas feitas sobre marido e mulher, você está me pedindo para deixar sua esposa e aceitar a ordem vanaprastha de vida; para essas questões, você tem que consultar os presidentes e o GBC para obter permissão. Sim, conheço sua esposa Lilasakti, e sei que ela é muito séria e uma discípula avançada. Contudo, agora que você está casado com ela, há certas obrigações de acordo com a nossa consciência de Krsna ou sistema védico. Essas coisas não podem ser tidas como baratas, ou então tudo se tornará uma farsa. Apenas me caso sem considerar quão séria é a natureza da vida marital, e então, se há alguma pequena perturbação, ou se não gosto de minha esposa ou de meu marido, vou embora – todos os demais estão fazendo isso. Deste modo, tudo está virando uma grande desordem. Você diz que a companhia dela está dificultando seu avanço. Mas o sistema matrimonial da consciência de Krsna não deve ser tido dessa maneira, que, se há algum aborrecimento, isso significa que algo está estorvando o meu progresso espiritual, não. Uma vez adotada a vida de grhastha, mesmo que seja por vezes problemática, ela tem que ser cumprida como meu dever ocupacional...

Agora, desconheço a situação de seu caso em particular; estou apenas lhe dando a política geral e o entendimento básico. Jamais devemos pensar em nosso assim chamado avanço como condicionado por algum conjunto de circunstância materiais ou dependente de tais circunstâncias, tais como casamento, vanaprastha ou isto ou aquilo. O entendimento maduro da consciência de Krsna é que qualquer condição de vida em que eu esteja atualmente é a misericórdia especial de Krsna para comigo, em razão do que devo aproveitá-la da melhor forma possível para disseminar este movimento da consciência de Krsna e conduzir a missão de meu mestre espiritual. Caso eu considere meu próprio progresso pessoal ou minha própria felicidade pessoal ou qualquer outra coisa pessoal, isso é uma consideração material. Se houve infelicidade em casar-se, por que você se casou? O que quer que esteja feito está feito, isso é fato, mas estou apenas apontando que uma vez anteriormente você fez algo sem estudo apropriado de sua verdadeira responsabilidade, e, agora, você está cogitando novamente tomar uma decisão drástica de maneira similar. Portanto, considere tudo cuidadosamente à luz disto. Há um verso no Bhagavad-gita,yasman nodvijate loko lokan nodvijate ca yah / harsamarsa-bhayodvegair mukto yah as ca me priyah: “Aquele por quem ninguém é colocado em dificuldade e que não se perturba ficando ansioso, que estável na felicidade e na aflição, é muito querido a Mim”. (12.15) Um erro de julgamento frequentemente feito pelos devotos neófitos é que, sempre que há alguma perturbação ou dificuldade, eles consideram que as condições ou circunstâncias externas sob as quais a dificuldade surgiu é a causa da dificuldade em si. Esse não é o fato. Neste mundo material, há sempre alguma dificuldade, independente de ser nesta situação ou naquela. Portanto, simplesmente mudar minha posição ocupacional ou meu status de vida não ajudará em nada. Porque o fato verdadeiro é que, se há alguma dificuldade com outros, isso é minha falta de consciência de Krsna, não deles. Isso está claro? Krsna diz que Seu devoto mais querido é aquele que não coloca outros em dificuldade; com efeito, aquele que não coloca ninguém em dificuldade. Assim, tente julgar a questão a partir destes pontos, se você não está colocando ou sua esposa ou você mesmo em dificuldade. A compreensão correta do Bhagavad-gita é a compreensão de Arjuna. Em outras palavras, Arjuna chegou à conclusão de que ele tem que cumprir seu dever ocupacional, não como uma obrigação material, por causa de esposa, família, amigos, reputação, integridade profissional etc. – não –, senão que ele tem que exercer as funções de sua posição de vida apenas como um serviço devocional realizado a Krsna. Isso significa que o serviço devocional é o que importa, não meu dever ocupacional. Mas isso não significa que, porque o dever ocupacional não é a consideração real, que devo abandoná-lo ou fazer outra coisa pensando que o serviço devocional pode ser praticado sob quaisquer circunstâncias pelas quais eu decida caprichosamente. Krsna recomendou a Arjuna que permanecesse como ele era, sem perturbar a ordem social e sem ir contra sua própria natureza apenas por conveniência. Nosso dever ocupacional não é arbitrário, o que significa que, uma vez que o tenhamos adotado como esfera de atuação; caso sejamos avançados em nosso entendimento, não o trocaremos por outro. Se a nossa devoção é o fator importante, que importa o que estou fazendo contanto que meu trabalho e minha energia sejam completamente devotados a Krsna? Krsna, por exemplo, é a Suprema Personalidade de Deus, e Ele não tem trabalho, tampouco tem algum afazer; ainda assim, Ele vem aqui para nos ensinar esta lição. Ele aceita não apenas Seu dever ocupacional como vaqueirinho, príncipe real, mas também aceita a vida matrimonial, Ele entra na política, Ele é filósofo, Ele é até mesmo quadrigário durante uma grande batalha: Ele não dá exemplo no qual Ele evita Seu dever ocupacional. Assim, se o próprio Krsna está mostrando mediante Sua própria conduta qual é a perfeição da existência, então devemos dar atenção a tal exemplo se somos inteligentes. Mesmo supondo que há uma esposa em casa, com filhos, isso não importa: isso não é impedimento para a nossa vida espiritual. E, uma vez que tenhamos aceitado essas coisas, os deveres ocupacionais, não devemos abandoná-los de maneira barata. Esse é o ponto. É claro que o nosso dever ocupacional é como pregadores da consciência de Krsna. Assim, temos que nos ater a esse serviço sob todas as circunstâncias – esse é o ponto principal. Portanto, casado, solteiro, divorciado, em qualquer condição de vida – minha missão de pregar não depende dessas coisas. O sistema varnasrama-dharma foi organizado cientificamente por Krsna para providenciar facilidades para levar as almas caídas de volta ao lar, de volta ao Supremo. E temos de pensar se fazemos bem em zombar desse sistema perturbando caprichosamente a ordem. Não será um bom exemplo se muitíssimos rapazes e moças se casarem tão casualmente e, em seguida, afastarem-se um do outro e a esposa ficar um pouco infeliz pelo esposo a estar negligenciando de muitíssimas maneiras. Se estabelecermos esse exemplo, como tudo prosseguirá apropriadamente?...

Assim, introduzi este sistema matrimonial em seus países ocidentais porque existe o costume de homens e mulheres se misturarem livremente. Portanto, o casamento é necessário apenas para ocupar as moças e os rapazes no serviço devocional, independente de distinções de posição de vida. Mas o nosso sistema matrimonial é um pouco diferente do sistema no país de vocês: não sancionamos a política de rápido divórcio. Cabe-nos aceitar o esposo ou a esposa como companheiros eternos ou eternos assistentes no serviço da consciência de Krsna, e fazemos a promessa de jamais nos separarmos. É claro que, se há algum caso de discípulos muito avançados, e o casal unido pelo matrimônio concorda que o esposo agora deve aceitar sannyasa, ou a ordem renunciada de vida, estando mutuamente muito felizes com o arranjo; para semelhante separação, há espaço. Mas, mesmo nesses casos, não há questão de separação; o esposo, mesmo se ele está em sannyasa, ele tem que se certificar de que sua esposa será bem cuidada e receberá proteção em sua ausência. Agora existem muitíssimos casos de infelicidade por parte da esposa que foi abandonada pelo marido contra a vontade dela. Assim, como posso sancionar tal coisa? Quero evitar estabelecer qualquer mau exemplo para as gerações futuras; portanto, estou considerando com muita cautela seu pedido. Contudo, caso se torne muito fácil eu me casar e, em seguida, deixar minha esposa sob a desculpa de que a vida marital é um impedimento para o progresso espiritual pessoal, isso não será nada bom. Isso é um entendimento equivocado do que é avanço na vida espiritual. O dever ocupacional tem que estar presente, quer este, quer aquele, mas, uma vez que eu esteja ocupado em algum dever ocupacional, então não devo mudá-lo ou abandoná-lo: esse é o pior erro. O serviço devocional não é atado por tais designações. Portanto, uma vez que eu tenha escolhido, é melhor eu ater-me a esse caminho e desenvolver minha atitude devocional até o completo desabrochar do amor pelo Supremo. Essa é a compreensão de Arjuna.

Veja o vídeo de um casamento celebrado por Prabhupada em Los Angeles, 1973:



* * *

Leia um texto muito interessante sobre casamento de Stephen Kanitz(Ponto de Vista - VEJA, Rio de Janeiro, 29 set. 2004 - Texto adaptado):

O contrato de casamento

Na semana passada, comemorei trinta anos de casamento. Recebemos dezenas de congratulações de nossos amigos, algumas com o seguinte adendo assustador: “Coisa rara hoje em dia”. De fato, 40% de meus amigos de infância já se separaram, e o filme ainda nem terminou. Pelo jeito, estamos nos esquecendo da essência do contrato de casamento, que é a promessa de amar o outro para sempre. Muitos casais no altar acreditam que estão prometendo amar um ao outro enquanto o casamento durar. Mas isso não é um contrato.

Recentemente, vi um filme em que o mocinho terminava o namoro dizendo “vou sempre amar você”, como se fosse um prêmio de consolação. Banalizamos a frase mais importante do casamento. Hoje, promete-se amar o cônjuge até o dia em que alguém mais interessante apareça. “Eu amarei você para sempre” deixou de ser uma promessa social e passou a ser simplesmente uma frase dita para enganar o outro.

Contratos, inclusive os de casamento, são realizados justamente porque o futuro é incerto e imprevisível. Antigamente, os casamentos eram feitos aos 20 anos de idade, depois de uns três anos de namoro. A chance de você encontrar sua alma gêmea nesse curto período de pesquisa era de somente 10%, enquanto 90% das mulheres e homens de sua vida você iria conhecer provavelmente já depois de casado.

Estatisticamente, o homem ou a mulher “ideal” para você aparecerá somente, de fato, depois do casamento, não antes. Isso significa que provavelmente seu “verdadeiro amor” estará no grupo que você ainda não conhece, e não no grupinho de cerca de noventa amigos da adolescência, do qual saiu seu par. E aí, o que fazer? Pedir divórcio, separar-se também dos filhos, só porque deu azar? O contrato de casamento foi feito para resolver justamente esse problema.

Nunca temos na vida todas as informações necessárias para tomar as decisões corretas. As promessas e os contratos preenchem essa lacuna, preenchem essa incerteza, sem a qual ficaríamos todos paralisados à espera de mais informação. Quando você promete amar alguém para sempre, está prometendo o seguinte: “Eu sei que nós dois somos jovens e que vamos viver até os 80 anos de idade. Sei que inexoravelmente encontrarei centenas de mulheres mais bonitas e mais inteligentes que você ao longo de minha vida e que você encontrará dezenas de homens mais bonitos e mais inteligentes que eu. É justamente por isso que prometo amar você para sempre e abrir mão desde já dessas dezenas de oportunidades conjugais que surgirão em meu futuro. Não quero ficar morrendo de ciúme cada vez que você conversar com um homem sensual nem ficar preocupado com o futuro de nosso relacionamento. Nem você vai querer ficar preocupada cada vez que eu conversar com uma mulher provocante. Prometo amar você para sempre, para que possamos nos casar e viver em harmonia”.

Homens e mulheres que conheceram alguém “melhor” e acham agora que cometeram enorme erro quando se casaram com o atual cônjuge esqueceram a premissa básica e o espírito do contrato de casamento. O objetivo do casamento não é escolher o melhor par possível mundo afora, mas construir o melhor relacionamento possível com quem você prometeu amar para sempre. Um dia, vocês terão filhos e, ao colocá-los na cama, dirão a mesma frase: que irão amá-los para sempre. Não conheço pais que pensam em trocar os filhos pelos filhos mais comportados do vizinho. Não conheço filho que aceite, de início, a separação dos pais e, quando estes se separam, não sonhe com a reconciliação da família. Nem conheço filho que queira trocar os pais por outros “melhores”. Eles aprendem a conviver com os pais que têm.

Casamento é o compromisso de aprender a resolver as brigas e as rusgas do dia-a-dia de forma construtiva, o que muitos casais não aprendem, e alguns nem tentam aprender. Obviamente, se sua esposa se transformou numa megera ou seu marido num monstro, ou se fizeram propaganda enganosa, a situação muda. Para aqueles que querem ter vantagem em tudo na vida, talvez a saída seja postergar o casamento até os 80 anos. Aí, você terá certeza de tudo.

Fontes: fórum ISKCON Bahia; Bhagavan dasa; Amigos de Krishna; Vestibular UFMG 2004


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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Cozinha Hare Krishna na Revista Muito

(Capa da revista Muito - 18/9/2011)

Neste último final de semana, a Revista Muito, veiculada aos Domingos junto com o Jornal A Tarde, Jornal de maior circulação no Norte-Nordeste, traz na capa uma foto de uma devota no Templo Hare Krishna de Salvador, Bahia, na comemoração do Radhastami. E mais: uma chamada na primeira página do Jornal com Bhaktin Madalena.

A imagem justifica a reportagem de Cássia Candra, de sete páginas, sobre a cozinha dos Deuses. A matéria fala dos alimentos utilizados nos Templos Hare Krishna, terreiros de umbanda e candomblé, judeus, árabes e Brahma Kumaris. A reportagem é um verdadeiro estudo antropológico e mostra como comida e religião andam juntas. Segundo Jeferson Bacelar, pesquisador do Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia e um dos entrevistados na reportagem, todas as religiões estabelecem o que é ou não comestível para os deuses e daí estipulam gradações do que pode ou não ser sacralizado. Na verdade, alguns deuses são grandes gourmets, diz Jeferson Bacelar.

Sobre Krishna, Cássia Candra escreve em sua reportagem na revista Muito: “De fato, a lista de pratos que agradam a Krishna(principal nome de Deus) inclui as samosas( snacks dos mais populares da Ásia) e um delicado Dhal(sopa de ervilha e batatas que mais freqüenta a mesa indiana). À Krishna e seus devotos, reunidos pela Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna(ISKCON), fundada nos anos 60 pelo pensador indiano Srila Prabhupada, nunca são oferecidos carnes de qualquer tipo e ovos, porque integram o grupo de alimentos que geram violência.”

Ainda sobre os Hare Krishna a matéria aborda o não uso de cebola e alho pelos devotos: “Apesar das restrições, que abrangem ainda alho e cebola, porque deixam a mente agitada(um entrave ao objetivo da meditação, base da yoga devocional praticada pelos seguidores de Krishna), as cozinhas dos Templos Hare Krishna têm na diversidade uma marca inconfundível. Em Festivais como o do último dia 4, no Templo Hare Krishna de Brotas, para celebrar o aniversário de Radharani(aspecto feminino de Deus), além da Prasada, o alimento servido habitualmente nas reuniões dominicais, devotos e convidados se refestelam com bolo(sem ovos, claro) e uma incrível variedade de sandesh, um doce feito com leite em pó, que é a cara do Movimento Hare Krishna.”

A reportagem torna a falar sobre o Movimento Hare Krishna no seguinte trecho: “O bancário José Alberto Guanaes, 39, iniciado há 20 anos com o nome de Anirudha Dasa, diz que oferecer boa comida a Krishna é agradecer o que ele nos dá. A Prasada é um momento marcante nos Templos Hare Krishna. Comemos juntos o alimento tocado por Deus. Por isso dizem que o Movimento pega muitos devotos pela boca.”

Em outro trecho, mais informações: “Kripa Sindhu Dasa, 36, que o diga. A música, a alegria e muitas Prasadas transformaram o jovem rebelde em um dos poucos pujaris nordestinos. O cargo conquistado com muito suor faz do estudante baiano o responsável pelas deidades do Templo. É ele quem dá o alimento a Krishna. Acorda às três da madrugada para meditar e preparar a primeira refeição oferecida a Deus: um leite grosso feito com leite em pó e açúcar; água e sandesh. Kripa é um dos poucos a manipular o fogo. Na cozinha, o espaço mais sagrado do Templo, os devotos conversam com Deus.”

Além de dar um bom espaço para falar sobre a cozinha de Krishna, das 10 fotos publicadas na reportagem, cinco são referentes ao Movimento Hare Krishna – iguarias e uma do Radhastami.

Fontes: ISKCON Bahia


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sábado, 24 de setembro de 2011

Lançamento de livro - Biografia Narayana Maharaja


Pela 1ª vez em português está sendo lançando este mês, em Belo Horizonte, o livro:
"Yuga Acharya Sri Srimad Bhaktivedanta Narayan Goswami Maharaj - Vida e Ensinamentos" por B.V. Madhava Maharaj.

Esta obra além de contar Sua vida, nos guia através dos ensinamentos transcendentais deixados por Narayana Maharaja para que possamos viver com harmonia e alcançar nosso Supremo objetivo, o amor puro a Deus, Sri Radha-Krsna.

Através deste livro você conhecerá um pouco da história desta pessoa incomum, um enviado de Deus para nos mostrar o caminho de volta ao Supremo. Este livro traz descrições de onde viveu, fotos, honrarias recebidas e muito sidhanta(conhecimento divino) para amolecer nossos corações e nos mostrar a realidade transcendental.

O objetivo nesta publicação é recordar a todos a preciosidade deste mestre em nossas vidas, e assim possamos talvez satisfazê-Lo.

Vendas:
Keshavaji Gaudiya Math – BH
Rua Maranhão, 938 cobertura 1002 – Funcionários
Belo Horizonte/MG
Fone: (31) 3225-9035 Baladev Das
E-mail: nabadvip@gmail.com

Fontes: YahooGrupos Gaudiya Matha BH; Krsna Mantra Das


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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Conecte-se com o Templo Hare Krishna BH


Acesse os sites e Redes Sociais oficiais:

Site Templo Hare Krishna - ISKCON Belo Horizonte
www.harekrishnabh.com.br

Site Alimentos Para Vida - ISKCON BH
Informações sobre o projeto, datas do programa, fotos,doações, colaborações e outros.
www.alimentosparavidabh.wordpress.com

Grupo de discussão - ISKCON BH
Grupo de e-mail para aqueles que pertencem à congregação, simpatizantes, frequentam ou visitam o Templo Hare Krishna Belo Horizonte. O espaço é para divulgação de eventos, serviços, para sanar dúvidas e aprofundar os laços entre os amigos e devotos de Krishna. Participe! Envie um e-mail para:
iskcon-bh@googlegroups.com

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E-mail - ISKCON BH
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Fone - ISKCON BH
+55 (31) 3337-7645

Endereço - ISKCON BH:
Rua Ametista, nº 212 - Bairro: Prado
Belo Horizonte / Minas Gerais - Brasil

Fontes: ISKCON BH


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Participe do Amigos de Jagannatha em BH


Participe do programa "Amigos de Jagannatha", o dízimo Hare Krishna, e ajude o Templo Hare Krishna de Belo Horizonte.

Adquira seu cofrinho com as devotas Alice ou Lissandra.
Durante o mês você vai depositando qualquer quantia de moedas ou notas no cofrinho.
No final do mês você realiza sua doação com a entrega do cofrinho que geralmente é
acompanhada de sorteio de brindes para os participantes do programa.
O cofrinho é então devolvido para novas doações.

Informações:
Fone: 9218-6758(Alice) ou 8447-3526(Lissandra)

Fontes: ISKCON BH


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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Pedras flutuantes do Ramayana

(Rama construindo a ponte de pedras flutuantes da Índia até o Sri Lanka. Passatempo do Épico Ramayana)

Incrívvel as pedras flutuando no lago de Rama Kunda no Templo Rameswaram, Índia.
Uma dessas pedras chega a pesar cerca de 10-12 Quilos e está flutuando no Rama Kunda, o Tanque do templo. Isso é demonstrado nas fotos por Sua Santidade Bhakti Vikasa Swami Maharaja.

Não é uma grande maravilha que uma simples pedra é feita por Deus, Sri Ramachandra, para flutuar na água.
Deus está fazendo os planetas que são tão grandes contendo os oceanos e as montanhas flutuando no espaço - Universo. O cientista insensato não pode questionar isto... o Senhor Supremo é o cientista perfeito e o místico perfeito.

Vejas as fotos:










Fontes: fórum Krishna-katha


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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Fazenda Gita Nagari compartilha generosidade com Templos Hare Krishna urbanos


Criada quando Prabhupada estava vivo, os devotos da Gita Nagari, fazenda da ISKCON com 350 acres na pitoresca Port Royal, Pennsylvania, deram início recentemente a um programa CSA – Comunity Supported Agriculture, para suprir os Templos das cidades da redondeza com produtos orgânicos cultivados como uma oferenda a Krishna. É uma iniciativa que segue as ordens de Srila Prabhupada no relacionamento entre Fazendas-Comunidades e Templos Hare Krishna nas cidades.

O presidente do Templo Hare Krishna Dhruva Maharaj Dasa, foi anteriormente um engenheiro mecânico, não tinha absolutamente nenhuma experiência em fazenda ou cultivo de grãos antes de se dedicar ao Gita Nagari três anos atrás. E haviam poucos para ajudá-lo a iniciar seu CSA, pois, Gita Nagari tem sido ao longo de sua existência uma pequena comunidade de membros dedicados.

Mas nada disso impediu que ele e sua esposa, Parijata Dasi começassem uma horta ano passado.

“Nós fizemos pesquisas consideráveis, primeiro lendo sobre CSAs de um livro chamado Repartindo a Colheita, de Elizabeth Henderson,” ele diz. “A idéia foi introduzida na América do Norte nos anos 80, mas está se tornando muito popular agora, com cerca de 13 mil CSAs no país. Basicamente, isto envolve famílias escolhendo um local, uma fazenda para cultivar e entregar seus vegetais para os outros, pois estes podem se alimentar mais naturalmente e saber de onde sua comida esta vindo.”

Em seguida, Dhruva e Parijata conversaram com muitos fazendeiros locais, alguns dos quais ficaram dispostos em serem seus mentores. Seu primeiro passo na prática, feito em maio do ano passado, foi registrar oficialmente Gita Nagari obtendo o devido Certificado de fazenda de Produção Orgânica.

“Eu não sabia realmente quanto eu devia cultivar pois eu deixei de lado uns 3 acres de terra,” Dhruva diz. “Após algumas tentativas e erros, nosso trabalho passou a ter saldo, rendendo uma opulenta colheita. Nós acertamos contrato com 45 famílias para nosso CSA na cidade vizinha de Philadelphia – trinta das quais do Templo Hare Krishna da ISKCON de lá -, e 15 de um Estúdio de Yoga. Mesmo depois disso, depois de suprir as Deidades Sri Radha Damodara de Gita Nagari e seus devotos, nós ainda tínhamos excedente. Este nós enviamos para o Tuscarora Organic Growers Co-Op, que logrou vendê-lo para restaurantes ou hotéis na área de Baltimore/Washington.”

Este ano, trinta famílias de Washington D.C.(capital) juntaram-se ao Gita Nagari CSA, tendo a presidenta do Templo Hare Krishna, Vrndavana Dasi, pessoalmente fechado acordo com eles devido ao seu entusiasmo pelo projeto.

“Nós aprendemos muito com a nossa experiência do ano passado e descobrimos que, usando o espaço mais eficientemente, nós podíamos suprir a todos com a metade de um acre de terra”, diz Dhruva. “De fato, justamente na semana passada, um devoto fazendeiro muito experiente vindo da Flórida nos visitou e ele ficou espantado com a abundância de vegetais. Em diferentes tempos do ano nos cultivamos batatas, tomates, espinafre, berinjela, pimentas, quiabo, nozes, pepino, limão amarelo, melão, repolho crespo, couve, alface e feijão verde. Pela misericórdia de Radha-Damodara, nosso solo é muito fértil.”

Famílias que firmaram contrato com a CSA pagam $375 dólares por uma estação – Maio a Novembro – como adiantamento, o que contribui para custos com sementes e fertilização.

Dhruva e sua esposa então cultivam os vegetais, colhem-no, dirigem eles mesmos duas horas e meia até Washington D.C.(capital) e entregam 30 a 50 quilos de produtos a seus fregueses uma vez a cada duas semanas. Ambas variedade e quantidade de vegetais variam de acordo com a época do ano ou outros fatores.

“A ideia por trás das CSAs é que o fazendeiro e os membros dividem a abundância da colheita mas eles também dividem os naturais riscos do cultivo”, Dhruva diz. “ Por exemplo, nós podemos ter uma menor produção se faz tempo ruim, ou uma infestação de praga. Ou nós podemos ter os mesmo vegetais duas ou três vezes sucessivamente, de acordo com a estação. Quando isto acontece, para ajudar a nossos membros e treiná-los a comer sazonalmente(de acordo com a estação), nós fornecemos a eles diferentes e criativas receitas.”

Encorajar as pessoas a se alimentar sazonalmente, de fazendas locais, é o objetivo maior do programa da Gita Nagari CSA. “É a ordem natural, e é claro, a única maneira de nos tornarmos auto-suficientes, que é o que nós estamos almejando,” explica Dhruva.

Nos tempos atuais nós somos estragados pelos estoques de supermercados, os quais fornecem o que queremos, mas que são transportados de todas as partes do mundo e, portanto, não são frescos, por mais que forcemos nossa imaginação.”Em contraste, a produção da Gita Nagari é extraída da terra um dia antes dos fregueses a receberem, enquanto que o preço não é mais caro que o produto orgânico que você compraria no supermercado – as treze entregas que os fregueses recebem por estação saem por cerca de $29 dólares por entrega.

Devido à grande fertilidade do solo de Gita Nagari os produtos são muito nutritivos e, ainda mais, cultivados por devotos na terra de Sri Sri Radha-Damodara.

“Este modelo de fazendas-comunidade suprindo produtos para os Templos Hare Krishna nas cidades era desejo de Srila Prabhupada, que frequentemente falava a respeito disso”, Dhruva diz. “E Gita Nagari é estrategicamente bem localizada para este propósito. Nós estamos perto de cinco Templos – dois em New Jersey e um cada cidade: Philadelphia, Washington D.C. e Baltimore.”

No próximo ano, Dhruva espera elevar o nível do programa da Gita Nagari CSA suprindo cada um desses Templos – com possibilidade de agregar New York – com vegetais e flores.

Desde que ele e sua esposa já são exigidos ao máximo cuidando das Deidades da fazenda, cozinha, vacas etc. Dhruva espera recrutar um fazendeiro profissional de tempo integral, que irá cultivar não menos que vinte acres no próximo ano. Além de suprir os Templos e suas congregações, Gita Nagari almeja vender sua produção por atacado e para mercados de fazendeiros.

“Nossos membros estão sempre agradecidos e exultantes em receber estes produtos frescos e orgânicos de uma fazenda que eles conhecem bem.” Dhruva diz. “E nós estamos também agradecidos e exultantes por sermos capazes de fornecer isto a eles.”

Para mais informações, fotos, doações, ajuda, por favor, visite:
Site: www.gitanagari.org
Facebook: http://www.facebook.com/pages/Gita-Nagari-Farm/293313989490

Fontes: fórum Krishna-katha; Madhava Smullen


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sábado, 17 de setembro de 2011

Domingo: 4ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa

(Clique na imagem para ampliar)

Templo Hare Krishna-RJ tem o prazer de convidar para a "4ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa", neste Domingo, 18 de Setembro de 2011, na Praia de Copacabana, Rio de Janeiro/RJ, com as presenças ilustres de Bhakti Dhira Damodara Swami e Lokasaksi Prabhu.

Vamos aproveitar e fazer um belo Harinama, com concentração às 10h.

Programa:
-4ª Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa
-Domingo, 18/09
-Praia de Copacabana
-Concentração às 10h, em frente ao Posto 6
com Bhakti Dhira Damodara Swami e Lokasaksi Prabhu

Desde 2008, pessoas de diferentes credos - inclusive os que defendem seu direito de não ter fé - têm se reunido para celebrar a diversidade religiosa. "Nascemos e vivemos em um lugar repleto de pluralidade, queremos paz. A diversidade é linda, e devemos valorizá-la", diz a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), organizadora do evento.

Além do Movimento Hare Krishna, que é representado na CCIR por Ragabhumi devi dasi, a Comissão é composta por umbandistas, candomblecistas, espíritas, judeus, católicos, muçulmanos, evangélicos, budistas, ciganos, wiccanos e agnósticos. Também são membros o Tribunal de Justiça do Rio, o Ministério Público e a Polícia Civil.

Informações:
Fone: 3563-1627
Site: www.harekrishnarj.com.br

Fontes: fórum Krishna-katha


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Escola Bhakti em Franco da Rocha sai em Reportagem na rádio Globo


Nesse último Domingo, 11 de Setembro de 2011, saiu uma reportagem sobre a Escola Bhakti na Rádio
Globo "Programa responsabilidade social". Também estamos concorrendo a um prêmio especial da Globo que acontecerá em Janeiro de 2012 sobre o assunto. Na internet a reportagem online foi publicada na Terça-feira, 13 de Setembro de 2011.

De acordo com levantamento realizado pelo jornal Folha de São Paulo, baseado em dados da Secretaria Estadual da Segurança Pública, Franco da Rocha, na grande São Paulo, foi o município mais violento do estado em 2010. A cidade teve taxa de 21,28 homicídios dolosos por 100 mil habitantes no ano passado.

Inseridos em um cotidiano de violência e pobreza, membros do Templo Hare Krishna Franco da Rocha, no Parque Vitória, trabalham para mudar essa realidade.

Aline Marins traz os detalhes na reportagem da Rádio Globo,
ouçam a reportagem no link abaixo:
http://radioglobo.globoradio.globo.com/quintal-da-globo/2011/09/11/REPORTAGEM-ESPECIAL.htm

Informações:
Fone: (11) 4444-0782
www.krishnafranco.com.br

Fontes: fórum Krishna-katha


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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Alimentos Para Vida Floripa(Florianópolis/SC)


É com alegria que estamos divulgando a ação do Alimentos Para Vida Floripa
no mês de Agosto de 2011 junto à Ecofeira da Universidade Federal de Santa Catarina.

No dia 31 de Agosto de 2011 em Florianópolis, Santa Catarina, realizamos a primeira distribuição de Prashadan(alimento devocional) do segundo semestre seguindo o calendário letivo da Universidade Federal de SC.

Depois de uma longa temporada de chuva, o sol voltou a brilhar na ilha trazendo muita inspiração a todos presentes.

Nesta edição do Alimentos para Vida, recebemos ajuda de vários devotos e sentimos a energia espiritual atuando fortemente. Da devota Ananda Lila e seu esposo Goura recebemos 2 barracas de ferro reforçado de primeira qualidade contribuindo de forma contundente para nossa infraestrutura. Da loja de Produtos Naturais Tulasi das devotas Ana Paula, Andréia e Gopi Kanta, recebemos o apoio para a compra de grãos à preço de custo. A devota Luciana também nos apoiou numa das etapas que demanda bastante energia no SEVA(serviço devocional), o pré-preparo da Prashadan. E muitos outros devotos como os irmãos Krisnha Vandana, Krishna Prema e sua cunhada Jéssica que distribuiram Prashadan e registraram os momentos da ação. Jagannatha Prya, Vraja Mani, Madurya Laksmi, Prabhu Bittencourt, Gopi Kanta, Gauranga Nitai, os devotos de Itajaí e tantos outros amigos que juntaram-se a nós, muita gratidão pelo apoio.
Sadhu sanga(associação devocional) ki jaya(todas as glórias)!


A cada atuação temos batido o recorde anterior, desta vez não foi diferente, mais de 360 pratos de Prashadan completos foram distribuídos ao público em geral para glória e satisfação de Srila Prabhupada(fundador do Movimento Hare Krishna no Ocidente)!

O Templo Hare Krishna Floripa está localizado na:
Rua Adão Schimidt, 462 - Bairro Barreiros - São José
Região metropolitana de Florianópolis/SC
E-mail: contato@harekrishnafloripa.com.br
Site: www.harekrishnafloripa.com.br

Para conhecer, participar, ajudar, doações em dinheiro ou alimentos, etc. e mais informações sobre o Alimentos Para Vida Floripa:
Fonte: (48)3223-7477 ou 9108-2476(Gopi Kanta)
E-mail: gopikantadd@gmail.com
Site: www.foodforlifefloripa.blogspot.com

Fontes: fórum Krishna-katha; Alimentos Para Vida Floripa


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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Mayapur TV online da ISKCON


Templo de Mayapura, na Índia, ao vivo na internet gratuito!

Neste site, por volta das 20h(hora de Brasília), pode-se assistir o Mangala-arati da manhã, que lá é às 4h30 da madrugada. Por volta das 23h(hora de Brasília), pode se assistir o Guru-puja de Prabhupada também.

Neste canal de TV online é possível receber as bênçãos das deidades, assistir palestras, guru-puja etc. É possivel ainda assistir ao vivo programas de outros locais do mundo como por exemplo: Los Angeles; Londres; Nova Vrindavana; Pune; Vale do Silício; Dallas; etc.

É possível também assistir a programas gravados como por exemplo Kirtanas, participar de chats e ver onde estão acontecendo programas de mangala no mundo.

No site da TV também encontramas a Revista digital Mayapur TV News em várias línguas, como por exemplo português e espanhol.

Acesse:
www.mayapur.tv

Fontes: Google 


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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Especialista relaciona vírus na carne e câncer


Um dos premiados com o Nobel de Medicina em 2008, o infectologista alemão Harald zur Hausen, investiga agora a possibilidade de alguns tumores de colón, de pulmão em não fumantes e de mama também estarem relacionados a um vírus.

Para ele, um vírus da família do poliomavírus, presente em animais, especialmente nos bovinos, tem potencial de provocar infecções que podem desencadear o câncer.

Segundo ele, em geral, o processo de cozimento ou fritura da carne não é capaz de destruir o vírus.

O especialista diz:
“Há um grande número de estudos relacionando o aumento do câncer colorretal ao alto consumo de carne vermelha. Na carne bovina há fortes evidências. Então tem alguma coisa a mais. Nossa hipótese é que haja na carne bovina um vírus que talvez esteja relacionado ao câncer colorretal e também a tumores de pulmão em não fumantes e de mama. Mas as evidências parecem ser mais fortes no câncer de colón. Nos países árabes, onde se consome mais carne de ovelha e de cabrito, a prevalência do câncer de colón é baixa. Na Índia, quase não há câncer de colón. E no Japão e na Coreia, onde a carne se transformou em um prato popular apenas no século passado, está havendo um aumento do casos. O vírus da família do poliomavírus, presente no gado, mas que normalmente não causa câncer em animais, resiste ao calor do cozimento e já foi encontrado em humanos. Recomendo às pessoas que reduzam o consumo de carne vermelha. Aliás, essa é uma recomendação que já vem sendo feita mesmo antes dessa relação.”

Fontes: Portal BBT; Folha de São Paulo


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